A coluna do Dukeuriel - Os 3 porquinhos
As fábulas - essas pequenas histórias que têm como protagonistas animais e nas quais temos grandes lições para serem aprendidas com a história contada. Hoje, um dos grandes clássicos adaptado aos tempos modernos e ao nosso tema favorito (poker) - Os 3 porquinhos!
Era uma vez... um lobo astuto na cidade. O pobre animal teve que se adaptar a uma vida completamente diferente longe dos seus queridos bosques. Agora, vivia numa selva de aço, betão e asfalto e não precisava correr atrás de alimento para conseguir a sua refeição.
O lobo, que sempre tinha sido mais astuto do que rápido, não teve qualquer problema em se adaptar aos pedacinhos de carne que o supermercado lhe colocava agora numa bandeja. Agora, já não precisava de correr... apenas de pagar. É claro que para isso necessitava de ter dinheiro.
Desde que iniciou a sua carreira nos jogos que sempre foi um bom jogador de poker. Tinha já no seu currículum várias mesas finais na "Guerra dos Bosques" e apenas o Zorro tinha sido capaz de lhe ganhar algumas vezes no heads-up. Como tal, decidiu aproveitar todo esse conhecimento adquirido nas mesas, pois a arte de matar para comer era mal vista no seu edifício. O sangue deixava bastantes marcas no chão e os restos de carne espalhados um pouco por todo o lado não eram nada do agrado dos vizinhos.
Foi assim que num belo dia, guiado por um estranho impulso, saiu de casa como que obrigado e foi visitar o primeiro de 3 conhecidos irmãos porquinhos. Este vivia num dos bairros mais marginais da cidade. Não se tinha conseguido adaptar à vida urbana e contruíu uma pequena cabana nas redondezas, rodeado de alguma natureza e, sobretudo, do adorável aroma da sua pocilga natal. Era um reconhecido fish da "Guerra dos Bosques" e podia ser um bom objectivo para os planos do lobo:
- Toc, toc.
- Quem é?
- É o Tó Manso, o lobo do bosque... Lembras-te das "side bets" que costumávamos fazer na "Guerra dos Bosques"? Tenho algo parecido para te propor. Pode-te ajudar a deixar para trás esta miserável vide em que te encontras...
- Ummm, sou todo ouvidos.
- Bem, é muito simples, deixo-te escolher uma de entre estas 3 mãos - 44, AKo e JTs. Podes escolher a que quiseres e eu depois escolho uma das outras duas. A seguir vamos jogar 100 mãos a $10 cada uma. Que dizes?
- Sim, claro... Sou um porco humilde e gosto dos pequenos pocket pairs, pois ao menos já são uma mão feita. Escolho o 44.
- Muito bem. Então eu fico com o JTs. Vamos lá...
Cem mãos mais tarde, o lobo dirige-se para casa do segundo irmão com mais $54 no bolso. O segundo irmão vivia num dos bairros mais ricos da cidade, numa luxuosa mansão, a qual tinha conseguido comprar graças ao sucesso do seu negócio - uma charcutaria que tinha nascido há uns anos atrás devido a uma pequena traição à sua espécie:
- Toc, toc.
- Quem é?
- É o Tó Manso, o lobo do bosque...
Lembras-te das "side bets" que costumávamos fazer na "Guerra dos
Bosques"? Tenho algo parecido para te propor. Podes ganhar muito dinheiro...
- Ummm, sou todo ouvidos.
- Bem, é muito simples, deixo-te escolher
uma de entre estas 3 mãos - 44, AKo e JTs. Podes escolher a que
quiseres e eu depois escolho uma das outras duas. A seguir vamos jogar
100 mãos a $10 cada uma. Que dizes?
- Escolho o AK! Sempre gostei da Kournikova e na televisão estão sempre a dizer que é uma mão forte...
- Muito bem. Então eu fico com o 44. Vamos lá...
Com $806,20 ganhos desta vez, eis que o Tó "Lobo" Manso se põem a caminho da casa do terceiro irmão:
- Toc, toc.
- Quem é?
- É o Tó Manso, o lobo do bosque...
Lembras-te das "side bets" que costumávamos fazer na "Guerra dos
Bosques"? Tenho algo parecido para te propor. Podes ganhar muito dinheiro...
- Ummm, sou todo ouvidos.
- Bem, é muito simples, deixo-te escolher
uma de entre estas 3 mãos - 44, AKo e JTs. Podes escolher a que
quiseres e eu depois escolho uma das outras duas. A seguir vamos jogar
100 mãos a $100 cada uma. Que dizes?
- Claro! Mas não me parece bem que seja eu o primeiro a escolher a
mão sem qualquer razão aparente. Olha, escolhe tu a mão que mais
gostas... e, o que achas de em vez de jogarmos 100, jogarmos 1000 mãos?
E que tal se também for a $1.000 cada uma?
- Ummm... é verdade, tenho de ir! Creio que deixei o gás em casa aberto... tenho que ir urgentemente!
Ponto final, parágrafo, este conto está terminado!
Moral da história:
- Falar em primeiro lugar nunca é um sinal de vantagem quando se trata de poker.
- Agora tu. Que outra moral é que conseguiste retirar desta história? Deixa a tua opinião no nosso Fórum!
