Heads-up IP: Raise Turn ou Raise Flop?
Introdução
Neste artigo
- Call no flop e raise no turn ou raise no flop?
- Jogando com uma mão feita.
- Jogando com uma mão especulativa.
Para responder essa questão da maneira mais elegante possível, eu gostaria de fazer as seguintes suposições, e diferenciar dois casos:
1) Temos uma mão invencível, da qual queremos tirar o máximo de valor possível.
2) Com certeza temos a mão perdedora, e queremos perder o mínimo de dinheiro possível e criar fold equity. Isso significa que queremos melhorar a relação de valor de fold / custos. Não podemos desistir antes do river.
Caso 1) é a simplificação de uma mão feita, o caso 2) simula uma mão especulativa com a qual queremos fazer um semi-blefe. É claro que supomos no caso 2 que não estamos jogando contra um maníaco completo ou um calling station extremo - nesses casos não devemos semi-blefar.
Caso 1: Jogando com uma mão feita
Como dissemos, supomos que a nossa mão seja invencível e estamos tentando extrair o máximo de valor.
Geralmente se deve dar call no flop e raise no turn com mãos feitas. Na maioria dos casos você ganhará 3 SB extras, e se ele der call até o river poderá ganhar até mesmo 7 SB. Compare isso ao que ganharíamos com um raise no flop, apostar no turn, pelo menos 1 SB ou 5 SB no call down.
Se o oponente for muito agressivo ou o board fornece muita ação, você deve dar raise no flop. Um jogador muito agressivo irá dar uma 3-bet no flop, nós daremos call na 3-bet e dar raise no turn. Logo, nós ganharemos mais 2SB do que se déssemos call no flop e raise no turn, no caso do oponente fazer o call down.
Mesmo se o oponente agressivo só der call em nosso raise no flop, ele frequentemente dará um check / raise no turn e nós teremos a oportunidade de fazer uma 3-bet. Desse modo nós ganhamos 3SB a mais do que com o call no flop e raise no turn.
Caso 2: Jogando com uma mão especulativa
Base: Atacando os pontos fracos da seção profissional.
Supomos que sempre estamos atrás e tentamos fazer o oponente desistir com o melhor custo possível.
Temos a escolha entre dar raise no flop e apostar no turn e dar call no flop e raise no turn.
No caso 1 vimos que contra um LAG, o melhor é raise flop e call na 3-bet e raise turn, já que ele raramente desiste para um raise no flop, e sim dá 3-bets com frequência seguidas por uma aposta no turn. Mesmo que ele não dê uma 3-bet ele dará check / raises com frequência no turn.
Se dermos call no flop e raise turn, até um LAG irá muitas vezes desistir e raramente irá dar 3-bets no turn. Isso significa que dar call no flop e raise turn é o melhor modo de semi-blefar contra um LAG.
Contra um oponente mais tight deve ser notado o quão drawy o board é.
Se o board tiver muitos draws, duas coisas irão acontecer: primeiro a oposição terá alguns outs e segundo ele normalmente pensará que você tem um draw. Esses dois fatores fazem com que um raise no flop seja pouco eficiente. Nesse caso você deve dar call no flop e raise no turn.
Se o board tiver poucos ou nenhum draw (K 5 2 rainbow, por exemplo), um raise direto no flop contra um oponente tight tem uma boa chance de sucesso. Você tem uma boa chance de ganhar o pote investindo apenas 2 SB. Nesse caso você deve também dar raise diretamente no flop.
Você pode ir até um passo adiante: contra um oponente muito tight é o suficiente em tal board apenas dar call no flop. Ele geralmente irá dar check / fold no turn. Se esse oponente quase nunca dá check / raise ou check / call no turn, você tem um blefe eficiente com um investimento de apenas 1 SB. O check dele no turn indica com grande certeza que ele desistirá para uma aposta no turn. Logo, essa aposta não é um investimento de risco.
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