Atualizado em 07 Jul 26 por

Heads-up: A Donkbet no Flop

Introdução

Neste artigo 

  • Razões e situação para um donkbet no flop
  • Como continuar jogando no turn

O que é uma donkbet?

  • Uma donkbet no flop é o nome para uma aposta no flop de um oponente que não tomou a iniciativa pré-flop.

Sequência fixa de apostas:

Vamos imaginar uma situação padrão:

Button raises, BB calls e o board é K 7 2.
Button aposta, BB folda.

O button representou uma mão forte com o raise dele pré-flop. Ele joga a mão dele identicamente com um pocket pair alto como AA. Mas ele poderia ter também J T e foldar imediatamente após um raise do BB.

A lógica da continuation bet é que as mãos fracas do grande range dele (digamos os melhores 38%) lucram, já que o oponente sempre tem que supor que o button tem AA / KK ou alguma outra mão forte. A conseqüência é que o BB geralmente foldará uma mão como A 3, apesar de estar na frente com freqüência.

Ao mesmo tempo as suas mãos muito fortes lucram do seu grande range. Vamos supor que o BB tenha uma mão como A 7, Então o button irá colher as recompensas em outras apostas com pouco risco, com uma mão como KK. Vemos que o button pode capitalizar novamente no seu grande range. Apesar de ser uma generalização, você poderia até mesmo criar uma regra que o button ganha o pote se ele tem uma mão feita no pote e o BB não tem.

Se soubéssemos que o BU só aumenta com AA, poderíamos pagar com 72o e só jogar quando vencermos de AA. Nós ganhamos um pote grande (18-20 SB pós-flop em média) quando estivermos na frente, mas só perdemos um SB quando estamos atrás. Logo o button não poderia capitalizar em seu range ou iniciativa.

Como não temos essa vantagem de informação, precisamos muito mais do que 22% de equidade (nós recebemos 3,5 : 1 no nosso call) para defender o BB. Só dessa maneira é que nós podemos compensar pelas desvantagens de não ter a iniciativa, a falta de informação e outros fatores como odds implícitas reversas.

Se você agora argumentar que o nosso range é na realidade muito maior que o do nosso oponente, simplesmente compare as mãos que estão no seu range e as do range do oponente. O número de mãos possíveis pode ser maior no range do BB, mas elas só incluem mãos que Doyle Brunson chama de “trash hands” no Super System 2. Por outro lado, o range do BU inclui pocket pairs altos e AK também. Isso faz uma enorme diferença, fazendo que o BB nunca saiba onde ele está na mão. Seguindo isso é que ele irá descartar a melhor mão com A3o, assim como no exemplo anterior.

O button usa essa vantagem de informação e a sua iniciativa, fazendo uma continuation bet no flop. Se o button tiver vários oponentes, a informação dele diminui e a iniciativa dele não vale muito mais, já que um dos oponentes dele freqüentemente traz uma mão forte para o showdown, logo, só a força da mão conta. Como uma pequena medida contra isso, o BB tem a oportunidade de dar um check / raise com mãos fortes e tirar assim mais um SB do button.

Heads-up nós podemos supor que o button sempre faz uma continuation bet. O BB tem que tomar uma decisão e pode foldar, pagar ou aumentar. Após a continuation bet do button, uma “sequência fixa de aposta” (FBS) termina.

Mas o que tudo isso tem a ver com donkbets?

donkbets são violações da FBS.

A princípio, uma donkbet no flop parece ser ilógica: Porque você daria uma donkbet com uma mão forte quando você pode abusar da FBS do oponente e dar um check / raise?

Razões para uma donkbet no flop

Se realmente só déssemos donkbets com mãos fortes, não teríamos vantagem com essa estratégia, já que faria mais sentido abusar da FPS e dar um check / raise, ou definir a situação como uma de muito à frente / muito atrás.

A sacada é que nós mixamos donkbets com mãos fortes com donkbets com mãos fracas, criando um balanço que o oponente não pode abusar. É claro que é importante notar se o nosso oponente dá raise em donkbets. Se esse for o caso, podemos jogar a nossa mão feita mais lucrativamente do que o normal. Se tivermos uma mão lixo que não fez par em um board A72 rainbow, podemos jogar essa mão +EV (geralmente teríamos que foldar, o que implicaria um EV de 0 no flop). Como na maioria das vezes temos mãos lixo nesses tipos de board, rapidamente fica aparente que existe valor a ser tirado. O oponente está em uma situação difícil: Damos a ele a opção de cometer erros. Como só investimos 1 SB no nosso blefe, não é possível que o oponente sempre descarte mãos que não fizeram par (já que a donkbet seria claramente +EV). É suficiente se o oponente foldar 18.2% das vezes para fazer o nosso blefe lucrativo. Logo, ele é forçado a pagar pelo menos uma vez com cartas sem par como KQ. Todos sabem como é ruim pagar com cartas que já poderiam estar drawing dead.

Se agora dermos check no turn com a intenção de foldar para uma aposta, o oponente tem que “blefar de volta” ou nos dar mais uma freecard (6 outs). Novamente o nosso oponente tem que tomar uma decisão difícil. Com uma mão forte como A3o poderíamos agora fazer um check / raise ou receber um crying call no river. Idealmente ganhamos contra uma mão lixo do oponente como KQo e temos 2 SB a mais do que o normal (o nosso oponente normalmente folda após o nosso check / raise no flop). Se, por outro lado, abandonarmos completamente as donkbets no flop, damos ao oponente a oportunidade de jogar a mão dele perfeitamente. Se ele tiver uma mão lixo, ele pode pegar a free card no turn e foldar no river se a mão dele não melhorar. Se ele tiver uma mão forte, ele só tem que continuar apostando. Se ele tem uma mão feita marginal que ele considera que está numa situação de muito a frente / muito atrás, ele só tem que ponderar sobre outra value bet no river.

Vamos imaginar que temos A3o em um board A72 rainbow e damos check / raise após defender o nosso big blind. O oponente paga e nos dá raise no turn. Agora temos uma decisão difícil e o nosso calldown será no máximo ligeiramente +EV. Para evitar essa possibilidade (o oponente recebe muito valor pelas mãos fortes dele), preferimos dar a donkbet. Se, por outro lado, nós jogarmos a mesma mão em modo de calldown, dificilmente será possível extrair mais de 3 SB pós-flop de mãos marginais mais fracas, já que o nosso oponente pega um showdown grátis ou somos atiçados a fazer uma perigosa donkbet no river. Novamente, a donkbet mostra suas vantagens.

E se o oponente joga perfeitamente?

Supondo que o nosso oponente explora a informação oferecida perfeitamente, sabe exatamente a razão entre blefes e “donkbets por valor”, e além disso, faz, em 100% dos casos, uma continuation bet, uma donkbet no flop é refutável de um ponto de vista teórico.

Na prática isso é muito difícil, se não impossível de implementar, já que o cálculo é muito complexo para ser feito em 20 segundos. Além disso, é muito difícil para o nosso oponente adivinhar a razão entre os nossos blefes e “donkbets por valor” (donkbets com mãos feitas).

Logo, essa estratégia é aplicável até mesmo nos limites mais altos, e é improvável que seja negada na prática.

Quando usamos a donkbet no flop?

O board tem que ter as seguintes características:

  1. Sem draws
  2. O oponente raramente deve ter acertado alguma coisa
  3. Nós temos que ter a oportunidade de fazer A high foldar
  4. O board deve ser assustador o suficiente, para que a nossa donkbet faça o oponente foldar o máximo possível.

Quando essas 4 condições forem preenchidas, podemos pensar sobre uma donkbet no flop. Com essa estrutura de board o nosso oponente geralmente tem uma mão muito forte ou uma mão muito fraca (que dificilmente tem outs).

Nossa mão tem que ter as seguintes características:

  1. Não deve ser forte o suficiente para uma 3bet no flop. Nesse caso preferimos o check / raise, já que tiramos mais valor com essa linha.
  2. Deve ser fraca para foldar após uma 3bet no turn.
  3. Free cards não devem incomodar a nossa mão, já que nós queremos dar um check / raise no turn e o nosso oponente pode pegar a free card.

Donkar em boards muito assustadores como 7 8 9 é aconselhável contra certos oponente, mas não podemos balancear essa linha com mãos feitas. Nos limites baixos, nossa donkbet geralmente termina em um calldown de A high. Logo, cautela é aconselhável e a donkbet, por regra, não é recomendada. Ao invés disso, preferimos abusar da seqüência fixa de apostas do oponente com um check / raise no flop aqui.

O oponente deu raise no flop, nossa jogada no flop?

Nós foldamos mãos lixo com poucos outs imediatamente.

Nossas mãos feitas não são fortes o suficiente para uma 3bet, já que nós só damos donkbet com mãos feitas que são pouco jogáveis como C/C flop, C/C turn ou apenas C/R flop, bet turn.

Então a nossa linha preferida é alguma coisa entre elas. Se o oponente agora der raise no flop, pendemos em direção a escolher a linha passiva – nós pagamos o raise.

Após uma 3bet nosso oponente é facilmente capaz de foldar as mãos fracas dele ou aumentar com as fortes por valor no turn. Logo, temos uma situação de muito à frente / muito atrás.

  • Damos bet / call no flop.

Freqüentemente o nosso oponente irá aumentar no flop e pegar uma freecard no turn.

No entanto, isso não é ruim, já que ele raramente tem outs quando está atrás, e nós recebemos uma outra BB no river de uma mão feita ruim.

A jogada no turn

No turn damos adeus para nossas mãos lixo em quase todos os casos e fazemos check / fold. Uma outra aposta (geralmente recebemos 3 : 1) não oferece fold equity o suficiente.

Podemos dar check / raise com nossas mãos boas, já que o vilão freqüentemente aposta com as mãos lixo (após um “bluff call”) e sente fraqueza. Logo, podemos balancear idealmente a nossa freqüência de check / fold e receber uma free card com nossas mãos lixo. Se o oponente der uma 3bet, ela indica uma mão muito forte. Nosso check / raise no turn fora de posição também é considerado um “matador de ação”. Logo, nossas mãos não devem ser muito fortes.

Então, selecionamos precisamente aquelas mãos que podemos foldar após uma 3bet no turn, mas com as quais não queremos mais ação ao mesmo tempo.

Um set aqui seria um contra-exemplo, já que iríamos quere conseguir 6 ou até mesmo 8 apostas no turn no pote, e o check / raise mostraria tanta força que é desaconselhado.

Ao mesmo tempo, devemos ser capazes de value betar o river e não ter que jogar check / fold. Um check / fold não é levado em consideração no river já que freqüentemente recebemos calldowns bem looses, já que os nossos oponentes atribuem pouca força na donkbet no flop.

Nossos pares médios com kickers médios são bem suscetíveis para free cards, e geralmente queremos que o nosso oponente folde direto no flop.

Então, os únicos grupos de mãos restantes são pares médios com A kicker (Com o qual geralmente dominamos o oponente) e top pair com um kicker fraco. Às vezes a nossa mão não é forte o suficiente para apostar por valor no river, ou ganhar mais dinheiro se induzirmos blefes, respectivamente.

Por exemplo, o A poderia se juntar em board K7sr no turn.

Agora a nossa mão não é forte o suficiente para um check / raise turn e .

A conseqüência é que tratamos essa situação como uma situação de muito à frente / muito atrás e fazemos check / call no turn. Mas mesmo se o board não mudar, freqüentemente enfrentamos uma value bet river mesma decisão com pares médios: o board é K722r e nós temos A7o.

Com um check / raise podemos fazer mãos piores foldarem. Freqüentemente temos que fazer check / fold no river. Logo, faz mais sentido jogar check / call turn e induzir outro blefe no river.

No nosso exemplo, do board K722r, damos ao oponente 6 outs com uma mão como QJ, e pelo menos 3 outs com uma mão como A3o. Infelizmente isso é inevitável, já que não podemos contar com certeza em ter a pior mão após pagar um check / raise no turn. Nesse exemplo nós queremos a) ver o showdown e não ter que fazer check / fold no river e b) induzir blefes. Para isso, C/C turn é a variante mais favorável.

Adaptando aos nossos oponentes

Com essa estratégia, nós diferenciamos nossos oponentes em 2 grupos:

  1. Oponentes que dão pouco crédito para a nossa donkbet no flop e veêm ela como fraqueza.
  2. Oponente que dão muito crédito para a nossa donkbet no flop, foldando com muita freqüência.

     

Dependendo em qual grupo o nosso oponente estiver, temos que mudar a razão entre blefes puros e “donkbets por valor”. Se o nosso oponente sempre paga, nós nunca blefamos. Se o nosso oponente sempre folda, nós sempre blefamos.

Em um caso extremo, devemos esquecer completamente de blefes.

Oponente do grupo 1) aparecem com mais freqüência nos limites médios. Nós os exploramos ganhando mais, com nossas mãos fortes, do que o normal.

Geralmente é uma vantagem se o oponente joga mais tight, já que os nossos blefes (que irão acontecer com maior freqüência do que nossas mãos feitas) têm melhores chances de sucesso. O melhor é quando o nosso oponente sempre folda após a nossa donkbet, ou quando ele nunca folda. Aqui podemos facilmente explorar a estratégia dele. O oponente mais difícil é o que dá raise na nossa donkbet com mãos fortes assim como com mãos fracas, paga com mãos marginais (mas ainda assim, melhores), folda imediatamente com algumas das suas mãos lixo e tudo isso na razão ideal.

Se o range de raise pré-flop do oponente for mais tight, é mais provável que ele tenha acertado o board. Logo, devemos blefar com menos mãos lixo do que se o range dele fosse mais loose.

Nota: Se raramente dermos donkbets, não temos que “balacear” nossa linha

Em tal caso, temos que decidir usar a donkbet no flop contra um oponente XY apenas como blefe ou apenas como uma “donkbet por valor”. Ppodemos mudar isso entre os oponentes. Após um blefe bem sucedido, talvez devamos mudar novamente já que o nosso oponente não deixará passar uma segunda vez.

Após mostrar uma mão forte, temos uma boa fold equity e devemos usar o blefe assim que possível.

Donkbets no flop de um ponto de vista psicológico

Como mencionado, induzimos nossos oponentes a cometerem erros, já que simplesmente damos a ele a opção para isso.

Vamos imaginar que temos A3o em um board K72r.

Freqüentemente o nosso oponente irá pagar a nossa donkbet no flop com QJo, mas não apostará no turn ou river se não melhorar a mão dele. Nós ganhamos o pote com A high. Então o nosso oponente é forçado a apostar com uma mão como QJo. Um calling station freqüentemente nos dará free cards ou até mesmo showdowns grátis, enquanto um LAG quer apostar com qualquer lixo e levar para o showdown, já que ele suspeita de um blefe por trás de nossa linha “ilógica” e “misteriosa”. Ou ele acordar após o nosso check / raise e nota que ele tinha um read completamente errado de nós. Isso não só gera frustração, que freqüentemente resulta em calldowns fracos, mas também em tilt.

Outro aspecto é que os oponentes freqüentemente tentam se adaptar compulsivamente.

A primeira vez o vilão folda após a nossa donkbet no flop sem objeção; mas a segunda vez, ele irá nos dar raise a sangue frio, com uma mão, ou não. Logo, temos que ajustar a razão entre os nossos blefes e “donkbets por valor” para sempre estar um passo a frente do oponente.

Exemplos

Cutoff raises, nós pagamos no BB:

a) Board: A 7 3

Um ótimo exemplo para a nossa donkbet no flop. O oponente é um TAG com stats 30 / 20 / 2,2 / 35 que não tem nenhum read além das nossas stats.

Damos a donkbet aqui com A high com um kicker ruim (A 5) e incluímos também algumas mãos lixo. É claro que é sensato se tivermos outs no caso de sermos pagos. Logo, uma mão como 56 / 45 é ideal para isso. Além disso, você tem que levar em consideração que um K entre as nossas cartas teria que ser descontado devido a dominação. A conseqüência é que uma mão como 89 é melhor para uma donkbet do que K9. Uma possibilidade seria dar a donkbet com os melhores 30% das nossas mãos lixo. Outra possibilidade é dar a donkbet com todas as mãos lixo e especular que o nosso oponente erre a taxa entre os nossos blefes e “donkbets por valor”.

No nosso exemplo apostamos com A 5, o oponente paga e o turn é uma Q de .

Nós tentamos o check / raise como planejado, mas dessa vez o oponente dá uma 3bet.

Se olharmos o range dele, iremos notar que não existe mão que vencemos, que o nosso oponente jogaria assim (straightforward) – logo, nós foldamos.

Com esse (fácil) fold temos que lidar com um problema:

Não existem mãos com as quais damos a donkbet no flop e pagamos uma 3bet no turn, a não ser que a nossa mão melhore. Logo, conseqüentemente confiamos que o nosso oponente não conhece a nossa linha e joga de maneira straightforward o suficiente. Um maníaco não seria uma boa presa para a nossa estratégia da donkbet.

Mudanças no flop

A 7 2 - Um board two-flush

Aqui podemos dar a donkbet com algumas reservas, mas devemos blefar menos já que tem menos chances de sucesso.

J 7 3

Nesse board queremos evitar freecards com top pair e logo, somos forçados a não checkar o turn. Além disso, nossa equidade aumenta com top pair, já que o nosso oponente raramente tem top pair com um kicker melhor do que em um board A73. Logo, esse board não é propício e nós devemos dar check / raise com top pair.

Se houver uma Q no lugar do J, estamos em uma situação limítrofe e somos capazes de decidir em favor de ou (em geral) contra uma donkbet dependendo do oponente.

b) K 7 2 board:

O oponente é LAG com stats 40 / 25 / 2,2 / 37.

Com esse oponente, temos que reconhecer que ele poderia nos dar raise com quaisquer duas cartas, logo, raramente devemos blefar. Nós apostamos K6s, o Vilão paga e nós vamos para o turn.

Se a carta do turn for um A, mudamos para o C/C, já que estamos em uma situação de muito à frente / muito atrás.

Se a carta do turn for um blank, podemos dar check / raise.

Se a carta do turn for um K ou um 6, continuamos com a nossa linha de C/R.

Nós podemos, é claro, fazer bet / 3bet, mas a nossa 3bet mostra muita força e o nosso oponente será capaz de foldar muitas mãos fracas. Além disso, raramente acontece do nosso oponente nos dar raise. Ele irá preferirtentar induzir mais blefes com mãos médias com as quais ele vá para ao showdown. Logo, o check / raise é ligeiramente melhor.

No nosso exemplo a carta do turn foi outro 2 e o nosso oponente pega a freecard. A carta do river é um A, mas mesmo assim nós temos que jogar bet / fold já que o oponente geralmente não aposta mãos feitas piores (Devido a confusão que uma donkbet cria). Ao mesmo tempo nosso oponente irá pagar com qualquer par, já que ele estima que a probabilidade de estarmos blefando é alta.