Como Jogar Após o Flop
Introdução
Neste artigo vamos abordar...
- razões para apostar
- razões para não apostar
- quando os bluffs valem realmente a pena
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O
No Limit Hold'em é um jogo extremamente dinâmico no qual as vossas
decisões dependem largamente da situação específica. A Estratégia de Big Stack fundamenta muito dos seus conceitos na acção pós-flop. Terão de
se colocar questões como: "O que aconteceu pré-flop? - Que cartas
compõem a mesa? - Quem são os meus adversários e qual o seu estilo de
jogo?" antes de poderem decidir como vão continuar a jogar uma
determinada mão.
Ao contrário do que sucede na maioria dos artigos
estratégicos, este artigo não vos dirá especificamente o que fazer nem
quando o fazer, mas tentará explicar-vos o que podem conseguir com
determinadas acções, de maneira a que possam tomar essa decisão de
forma autónoma.
Vão aprender os conceitos básicos do jogo pós-flop e
desenvolver uma compreensão estratégica do jogo que vos vai permitir
tomarem as decisões óptimas perante cada cenário de jogo particular.
Após lerem este artigo, vão ser capazes de
responder a questões como: "O que é que eu desejo fazer com esta mão e
como o posso concretizar?".
O artigo seguinte vai entrar em maiores pormenores
técnicos, focando-se na vertente matemática do Poker, tentando mostrar,
simultaneamente, como é que a força da vossa mão e a forma ideal de a
jogar dependem das vossas acções iniciais.
Razões para apostar
O jogador que mostre agressividade, no momento
certo, em No Limit Hold'em ganhará a maioria das vezes. Cada aposta ou
raise deve ser realizada por uma razão bem ponderada tentando maximizar o valor da mão.
Neste momento estão a apostar por um único motivo:
Têm uma mão forte e querem que o centro da mesa esteja carregado com o
máximo de fichas possível. Desejam que os adversários com mãos mais
fracas façam call e se mantenham na jogada. Estão a fazer a chamada
"value bet".
Este conceito apesar de parecer tremendamente
simples é, muitas vezes, mal entendido. Tomemos atenção num erro
clássico que muitos jogadores cometem. Estão na ronda do river e têm uma mão
feita, mas mais virada para o lado medíocre e pensam: "Com certeza que ele não tem nada." Então
decidem apostar e o vosso adversário faz o call, mostrando uma mão também não muito forte, mas ainda assim
ligeiramente melhor que a vossa, e portanto suficiente para levar o
pote.
Se têm uma mão com algum valor de showdown mas que
também pode perfeitamente perder e o vosso adversário está a
oferecer-vos um showdown de graça, aceitem essa oportunidade de bom
grado.
Não é uma questão de considerarem que o adversário tem uma mão mais fraca
que a vossa. A questão é: "Com que mãos ele faria fold e com quais ele
daria call?".
Vamos assumir que o vosso adversário tem uma mão mais fraca que a vossa
em 80% das ocasiões, e uma mão mais forte nos remanescentes 20%
das ocasiões. Neste caso, valeria a pena apostar.
Assumam agora que o adversário largará sua mão em
80% das vezes em que ele tenha a pior mão, e fará o call as 20% em que
tem a mão mais forte que a nossa.
Neste caso, esta aposta já não traz qualquer
benefício. Com efeito, acabam por perder dinheiro sempre que o
adversário faz call com uma mão mais forte do que a vossa.
A segunda razão que sustenta apostarem é a possibilidade de conseguirem
um bluff bem sucedido ao adversário, ou seja ele perante uma aposta
vossa larga uma mão, que nesse momento é melhor do que a vossa.
O bluff mais comum nos limites mais baixos é o chamado "dark
tunnel bluff." Um jogador atira as suas fichas no pote sem pensar muito
nas características do seu adversário ou no que ele próprio planeia
fazer na próxima ronda de apostas. Este jogador aposta de forma
irreflectida esperando que o adversário simplesmente largue a sua mão.
Sempre que equacionarem fazer um bluff, considerem as seguintes regras:
- Não criem potes de grande valor com bluffs.
- Tenham sempre um Plano B para o caso do bluff não funcionar.
- Só tentem bluffs contra jogadores que conseguem largar uma mão.
- Não tentem bluffs contra mais do que um jogador.
- Só
tentem bluffs quando podem efectivamente representar uma mão forte e
quando seja provável que o adversário não tenha atingido nada na mesa.
Sabem que algo correu terrivelmente mal quando desperdiçaram uma série
de fichas num bluff que se prolongou até ao river e o vosso adversário
simplesmente não largou a sua mão. Não criem potes grandes com bluffs!
Devem ter sempre um plano alternativo para o caso
do bluff não funcionar. Isto quer dizer que a vossa mão deve ter
sempre algum potencial no caso de enfrentarem um call. Estarão numa
situação bem melhor quando tentam um bluff com um draw que se pode
tornar uma mão realmente forte do que no caso de não terem mesmo nada.
Apostar simplesmente para ver o que acontece não é
um plano bem estruturado. É essencial planear o bluff nas condições
ideais, quando o pote é pequeno, quando poucos jogadores estão
envolvidos na disputa do pote e quando o board é favorável ao bluff, o
que quer dizer que conseguem representar uma mão forte e não seja
provável que o vosso adversário tenha atingido o flop.
Um ás ou um rei e duas cartas baixas não
conectadas são os melhores flops para aplicar um bluff. Um board
recheado de possíveis draws é claramente mau para se tentar o bluff.
Têm de ser capazes de representar uma mão forte,
que o vosso adversário assuma que seja muito difícil de bater. Também
não faz qualquer sentido tentar um bluff contra um adversário que
simplesmente nunca abdica das suas mãos por mais fracas que elas sejam.
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Estão no BU
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Este é um exemplo clássico de uma continuation bet combinada com uma
boa oportunidade para tentar um bluff. Existem poucas mãos com que os
adversários poderiam fazer call dado o que saiu no flop. Estão com uma
boa posição para representar um top pair. A não ser que algum deles
tenha um dos três áses remanescentes, eles terão bastantes dificuldades
em se manter na mão.
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Estão na BU
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Desta vez, deparam-se com uma mesa que permite
alguns draws. Existe uma série de mãos com que os vossos adversários
podem ter dado call que podem ter perfeitamente atingido algo no board.
Ao contrário do último exemplo, não têm qualquer possibilidade de
representar uma mão realmente forte. Podem tentar o bluff contra
adversários que considerem ser excessivamente cautelosos, mas num flop
como este, provavelmente, terão problemas em forçar o fold dos vossos
adversários.
Nem todas as mãos feitas são um monstro. Em muitas
ocasiões vão ter a percepção de terem a melhor mão num determinado
momento mas sabem que o vosso adversário está só à espera da carta
certa para vos bater.
Os vossos adversários podem ter a oportunidade de
bater a vossa mão no turn e no river. Quão maiores forem as odds para
que eles concretizarem as suas mãos, mais agressivamente vocês terão
de jogar para defender a vossa mão no flop.
Proteger a vossa mão quer dizer tornar as próximas
cartas caras de forma a que o adversário abdique de as tentar ver ou
então cometa um erro matemático ao tentar vê-las.
Quando devem proteger a vossa mão? - Quando
tiverem uma mão feita num board que permita alguns draws, protejam a
vossa mão, tornando a próxima carta comunitária cara.
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Estão na BU
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Novamente somos confrontados pelo mesmo flop que
apresenta uma má oportunidade para um bluff. No entando, desta vez têm
uma mão feita e desejam protegê-la contra um eventual draw para flush
ou sequência. A vossa aposta torna as próximas cartas demasiado caras
para os vossos adversários.
A quarta razão para se apostar é a obtenção de
informação dos vossos adversários. As suas reacções dizem-vos como
estará a vossa mão e pode-vos poupar algum dinheiro nas rondas de
apostas posteriores.
Assumam que vêem o flop com mais três adversários.
Ninguém toma a iniciativa e vocês acabam por ter um top pair bastante
aceitável. Os vossos adversário fazem check e vocês apostam.
Podem conseguir três coisas com esta aposta:
- Um jogador com uma mão mais fraca que a vossa pode dar call e por isso vocês lucram com isso.
- Os adversários largam mãos que poderiam melhorar no turn ou no river. Sendo assim estão a proteger a vossa mão.
- Podem optar por um fold bastante fácil sabendo que estão batidos se um adversário fizer raise sobre a vossa aposta.
Não apostar nesta situação quer dizer abdicarem de
proteger a vossa mão. Também quer dizer que perderam a oportunidade de
ver um call adversário com uma mão mais fraca que a vossa e com isso
ganharem algum dinheiro. Além disso, não apostando, se algum adversário
decidir apostar posteriormente vocêm não conseguem ter a noção de como
está a vossa mão nesse contexto.
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Estão em MP1
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Apesar de terem o top pair, na realidade só têm
uma mão razoável. Devido às possibilidades de draws, têm de proteger a
vossa mão e também obter informação dos vossos adversários
No nosso exemplo a BB escolheu fazer o reraise.
Esta é a vossa dica para fazerem fold perante, provavelmente, uma mão
melhor que a vossa.
Razões para não apostar
Existem uma série de motivos para não apostar ou
fazer o raise - normalmente porque as vossas cartas não são
suficientemente boas para isso. Existem, no entanto, outras três razões
para não apostar: controlo do pote, slow play e indução de bluff.
Pote
Mal possam ver a composição do flop, deverão
avaliar para que tipo de pote estarão, eventualmente, a jogar. Se
tiverem um monster, esperam ir all-in. Com mãos mais fracas querem
evitar grandes bets e preferem jogar os potes menores.
Existe um ditado no poker: Grandes potes para
grandes mãos, potes pequenos para mãos piores. Se as vossas cartas não
são particularmente fortes, o vosso objectivo é manter o pote pequeno. O
vosso plano ideal não é ir all-in com um mero top pair. Vocês devem
saber que podem ganhar um showdown com um par médio mas que querem
chegar a este ponto da forma mais barata o possível.
Este é o chamado controlo do pote. Este é um
exemplo bastante comum de uma situação em que se aplica o controlo do
pote. Fazem raise pré-flop e o adverário faz call - Têm posição, o que
quer dizer que ele actua primeiro. Atingem top pair no flop e ele faz
check. Apostam e ele dá call. O turn traz uma alteração do cenário, o
vosso adversário faz check assim como vocês. O vosso adversário acaba
por apostar no river e vocês fazem call.
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Estão no CO
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Podem utilizar esta técnica quando têm posição e
não existem muitas possibilidades de draws no board. O melhor draw que
o vosso adversário pode ter no board é um gutshot. Não existe qualquer
necessidade de proteger a vossa mão no turn.
Fazendo check estão a conseguir uma série de coisas:
- Se o vosso adversário tiver uma mão melhor que a vossa, estão a reduzir perdas, mantendo o pote pequeno
- Se
o vosso adversário tiver uma mão mais fraca como por exemplo um draw
gutshot ou um par mais fraco, provavelmente irá largar a sua mão
perante uma aposta. Com o check, mostram alguma fraqueza, o que o pode
induzir a tentar um bluff ou mesmo pensar que tem a melhor mão. Neste
caso conseguir que ele faça uma bet, será mais fácil que ele dê
call a uma aposta vossa no turn ou no river.
É sempre mais fácil controlar a dimensão do pote quando têm posição
sobre o adversário. O controlo do pote é o contrapeso da protecção.
Lembrem-se: Protecção significa defender uma mão vulnerável tornando as
próximas cartas comunitárias caras para os adversários.
Por vezes vão ter uma mão que gostariam de levar
ao showdown mas com a qual não querem gastar muito dinheiro. O Poker
implica uma constante avaliação e balanceamento das oportunidades e dos
riscos. Os artigos estratégicos na secção de bronze e níveis acima vão
focar-se com maior detalhe nestas questões. Por agora vamos abordar as
duas técnicas básicas para controlar a dimensão do pote.
Já devem conhecer esta técnica. É normalmente usada quando têm um
par e a mesa não permite muitos draws. Normalmente terão feito o raise
pré-flop e foram o agressor no flop.
O mais provável é que o vosso adversário esteja num draw, o mais
importante é apostar no turn. Se pensarem que o vosso adversário não
tem nada nem tem grandes chances de bater a vossa mão,ou se ele tiver
alguma tendência a esconder monstros (slow play),é melhor fazer o check
no turn e o call (desde que não tenha saído uma carta realmente
perigosa) no river.
Esta técnica tem origem no Fixed Limit poker. Em vez de fazerem check no turn e call no river, aposta-se no turn e faz-se
check no river de forma a garantir-se um showdown de graça.
O turn é a última hipótese de conseguir que um adversário que esteja
num draw faça call a uma aposta. Fazendo check no turn, poderão induzir
um bluff contrário no river. Isto, não é necessariamente desejável.
Se for bem possível que o oponente tenha ainda um draw no turn, é melhor apostar directamente no turn e então fazer check no river.
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Estão no CO
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Quando um adversário tem posição sobre vós, ou
quando não o querem deixar ver o river de graça, apostar é o movimento
certo para isso. No nosso exemplo, um flush draw poder-se-ia ter
concretizado no turn, mas isso não quer dizer que o oponente tenha um
flush. O problema: qualquer copa permite-lhe estar num flush draw.
Têm de apostar e proteger a vossa mão. Também não desejam induzir um
bluff. Com três copas na mesa não querem ter de fazer o call sem
saberem exactamente o que enfrentam.
Se o vosso adversário fizer o raise, saberão que
estão batidos e podem abdicar da mão. Poderiam fazer o mesmo mesmo se o
turn não tivesse trazido a terceira copa, mas tivesse revelado por
exemplo um dez de paus. Se o vosso adversário fizer o raise, podem
fazer um fold fácil mantendo um nível de prudência adequado.
Sempre que fizerem raise pré-flop e receberem um
call, serão o agressor nas posteriores rondas de apostas. Esta é uma boa
situação para um continuation bet. Dado terem feito o raise pré-flop,
podem representar uma mão mais forte. Claro que pode correr mal, pois
quando não atingem nada no flop, a vossa continuation bet no flop é
basicamente um bluff.
Nem sempre é sensato fazer-se a continuation bet
no flop após terem feito raise pré-flop. Se souberem que o vosso
adversário não gosta de fazer fold, pensando que ele possa ter atingido
algo melhor que vocês, pode ser melhor fazer check após o flop. Esperem
por uma carta inócua no turn, ou melhor ainda - uma que vos ajude
realmente, antes de começarem a despejar fichas no pote
Como agressores pré-flop poderão atacar legitimamente muitos potes utilizando continuation bets, mas não ataquem todos.
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Como podem ver, um flop que só pode ajudar algumas
mãos são uma boa oportunidade para tentar um bluff. É improvável que os
vossos adversários estejam num draw ou com uma mão feita forte. Podem
representar uma mão assim neste tipo de flops, e os vossos
adversários não se vão sentir, com mãos suficientemente boas para fazer
o call mesmo que ele pense que vocês podem estar num bluff.
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Devem notar que todos estes flops têm em comum
permitirem muitos draws, daí terem o mesmo título. Nunca devem fazer
uma continuation num board que permita muitos draws nem quando enfrentam
múltiplos adversários .
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Estão na MP2
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Estarão melhor desistindo da mão num flop como
este. Uma continuation bet como bluff é impensável a não ser que ambos
os adversários seja extraordinariamente tight. Muitas mãos poderão ter
atingido este flop e não há grande utilidade em simular força neste
caso. É muito improvável que ambos os jogadores façam fold neste flop.
Ainda poderão apostar no river se apanharem um ás ou um rei, mas tenham muito cuidado se estes forem de espadas.
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Estão em MP2
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Este é um caso limite. Se algum dos adversários
for loose, devem definitivamente ter calma. Se não podem tentar a
aposta, a verdade é que o flop não parece muito ameaçador e vocês têm 6
outs pelas vossas overcards.
Já conhecem a jogada standard 'bet no flop, check no
turn, call no river' como uma forma de controlo do pote mas esta jogada também pode ser utilizada para induzir um bluff.
Fazendo check no turn mostram fraqueza. O vosso
adversário vai pensar que a vossa aposta no flop foi uma contibet
comum e que estão preparados para abdicar do eventual bluff. Este
movimento induz muitos jogadores a tentarem um bluff no river.
A indução de bluff anda lado a lado com o slowplay. Slowplay significa esconderem a real força da vossa mão.
O
Slowplay pode atiçar um adversário a jogar com excesiva confiança uma
mão mais fraca, ou então dar-lhe a oportunidade de conseguir algo
jogável. Vamos dizer que têm um full house no flop. Não existem muitas
cartas com que um adversário possa dar call. Fazendo check estão a
dar-lhe a oportunidade de atingir algo no turn
e convidá-lo a tentar um bluff, no caso de não atingir nada.
No entanto, não comecem a fazer slowplay sempre que tenham uma mão
decente. A única vez que têm mesmo de fazer slowplay é quando sabem que
não têm de proteger a vossa mão. Estão a permitir ao vosso adversário
uma freecard porque não existe nenhuma carta com que ele vos possa
bater.
Não façam slowplay contra vários adversários nem em mesas que permitam
muitos draws. Também não irão muito longe fazendo slowplay contra
jogadores passivos. Utilizem esta jogada contra jogadores que sejam
capazes de cair nessa armadilha e tentar o bluff.
O Slowplay não costuma ser a melhor forma para maximizarem os vossos
ganhos. Mantenham isto em mente nos limites mais baixos: Os vossos
adversários tenderão a dar call e não a fazer raise. Tal como foi
mencionado anteriormente, o jogador médio nos limites mais baixos tende
a ser loose e passivo.
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Estão no BU
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Este é um exemplo de um slowplay bem executado.
Como podem ver, a mesa não permite muitos draws mas parece algo
perigosa com o ás. Não é necessário protegerem o vosso trio, por isso
podem limitar-se a dar call no flop. É óbvio que só devem proceder
assim se pensarem que terão um maior lucro desta forma do que fazendo
raise, o que depende claramente do adversário.
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Estão na BU
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O vosso flush é uma mão bastante forte, mas
qualquer espada alta dá a um adversário um draw para um flush melhor que
o vosso. Se atingirem no flop um flush com cartas baixas têm de ser
agressivos no flop e ir all-in se possível.
Juntando todos os elementos…
Quando estiverem a tomar decisões após o flop, têm de conseguir um equilíbrio entre três coisas ...
- ... obter o valor máximo possível quando estiverem à frente.
- ... controlar a dimensão do pote para não investirem muito em mãos marginais.
- ... proteger uma mão vulnerável, tornando as próximas cartas comunitárias caras ao vosso adversário.
| Valor | ||
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| Protecção | Controlo do pote |
Quando têm uma mão não muito forte, o mais importante é controlarem a
dimensão do pote. Com uma mão realmente boa desejam maximizar o valor
da mão. Quando a vossa mão é boa, mas o adversário pode estar num
draw, sejam agressivos e protejam a vossa mão.
Jogar mãos feitas é relativamente fácil. Se tiverem a melhor
mão, apostem ou façam raise. Quão mais fraca for a vossa mão, mais
importante se torna o controlo do pote. Se uma mão se tornar demasiado
cara em relação ao seu real valor, então devem fazer o fold.
Quantos mais adversários estiverem envolvidos no
pote,mais forte tem de ser a vossa mão para se manterem activos. Se
ninguém fez raise pré-flop, e especialmente se fizeram call de um raise
pré-flop, vão necessitar de uma mão realmente boa para colocar fichas
adicionais em risco.
Só façam slowplay com mãos realmente fortes. Se existirem possíveis draw na
mesa, devem proteger a vossa mão e não permitir nenhuma free card.
Tentem conseguir um equilíbrio correcto entre o controlo do pote e
protecção. Não há necessidade em proteger mãos marginais que podem já
estar batidas.
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Estão na MP3
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Fizeram uma aposta standard no flop. Após ambos os
jogadores terem dado check no turn, devem apostar novamente. É bem
possível que um adversário dê call tendo um flush draw. Poder-se-á
assistir a um call de outras mãos mais fracas também. Apostando neste
momento, faz-vos manter a iniciativa. Fazer check não vos permite ter
qualquer controlo sobre o pote nem vos dá qualquer informação sobre as
mãos contrárias.
Desta vez a BB faz o raise. Com tantos jogadores envolvidos no
pote, é sinal de que ele tem uma mão verdadeiramente forte; provavelmente
um flush. Neste momento apercebem-se que os vossos dois pares não são
assim tão fortes e por isso abdicam da mão.
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Estão na MP2
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A vossa melhor opção é apostarem no turn e
fazerem fold se enfrentarem um raise - o vosso adversário não deve
fazer raise com uma mão mais fraca que a vossa. Não podem fazer check,
porque uma mão como 2
2
tem imensos outs para bater o vosso par.
Se o vosso adversário fizer call, então podem fazer check/fold no river
ou então tentar uma nova aposta dispostos a fazerem fold se enfrentarem
um raise.
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Vocês estão BU
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Neste exemplo, o raise é o movimento mais
correcto. O board permite uma série de draws; também é provável que
exista um ás em jogo que tenha
gutshot. Uma overcard no turn é também um perigo contra o qual têm de se
proteger.
É sempre melhor fazer raise nesta situação.
Se o vosso adversário fizer o reraise, sabem que estão batidos. Se ele fizer call, a vossa próxima acção vai depender da carta no turn.
Têm de perceber os conceitos matemáticos sobre outs, odds e pot
odds, que vão aprender mais tarde, de forma a poderem jogar draws correctamente.
Geralmente, devem jogar os vossos draws
passivamente quando ninguém tiver feito raise pré-flop, e especialmente
se fizeram call de um
raise. Podem dar call a apostas modestas no flop com draws fortes, tais
como flush draws e OESDs. Devem fazer fold de draws mais fracos como os
gutshot, logo que algum adversário mostre agressividade.
Não vão à pesca! Um flush draw só se concretiza em menos de 20% das vezes do
turn até ao river. Estarão a desperdiçar dinheiro se fizer call de apostas significativas no
turn.
Se fizeram raise pré-flop, podem jogar os vossos
draws agressivamente após o flop, desde que estejam a enfrentar apenas
um ou dois adversários. Podem fazer um continuation bet com um draw forte,
na maioria das vezes.
Lembrem-se que jogar um draw agressivamente é basicamente um bluff.
Neste caso é um semi-bluff, já que ainda têm hipóteses de concretizarem
o vosso draw e ganharem mesmo se enfrentarem um call do oponente.
Como sempre, estes semi-bluffs só serão úteis contra adversários que
conseguem largar uma mão. Se estiverem envolvidos no pote demasiados
jogadores ou se alguém fizer call a qualquer coisa, não poderão fazer o
bluff e então também não poderão jogar os draws agressivamente.
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Estão na SB |
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Com tantos adversários envolvidos no pote, é
melhor manterem-se passivos no flop. Vocês e o MP1 têm imensas
fichas, portanto podem fazer call e ganhar um pote verdadeiramente
grande se atingirem a carta que precisam, tal como veio a acontecer no
turn. Agora é tempo de serem agressivos. O vosso adversário estará,
provavelmente, demasiado receoso pelo flush para tentar o bluff se
fizerem o check, mas, vão encontrar adversários, especialmente nos
limites mais baixos, que tenderão a fazer call de uma aposta porque
podem pensar, por exemplo, que estão a fazer um bluff.
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Estão no CO
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Neste exemplo têm um flush draw bastante forte e
overcards, que tornam o vosso draw ainda melhor. Normalmente, devem
evitar fazer bluff contra quatro adversários, pois dificilmente farão
todos fold.
No entanto, neste caso em concreto podem abrir um
excepção e apostar. A razão principal - é terem posição. Existem
algumas cartas que podem atingir no turn ou no river que vos podem
ajudar a ganharem um showdown. Se receberem o call, é provável que a
próxima carta vos ajude.
Conclusão
Este artigo deu-vos uma ideia dos aspectos mais importantes do jogo
pós-flop. É óbvio que é impossível abordar todos os detalhes num só
artigo, e é por isso que existem outros artigos que se debruçarão com
maior pormenor. Façam favor de os ler.
As lições mais importantes deste artigo são o
controlo do pote e a protecção. Não devem jogar potes de grande
dimensão com uma mão medíocre, mas também não devem deixar o vosso oponente
ter free cards.
Devem ter aprendido que apostar só é lucrativo quando protege a vossa
mão contra eventuais draws ou quando recebe calls de mãos mais fracas.
Se não tiverem uma mão realmente boa e o vosso adversário está a
deixar-vos ir ao showdown de graça, aceitem a oferta!
Quer estejam a jogar antes ou depois do flop, no turn ou no river, lembrem-se destas regras:
- Joguem tight e larguem a mão quando as coisas parecerem perigosas.
- Joguem agressivamente, assumindo um papel activo na mão - não devem ter o hábito de fazer calls passivos.
- Devem tentar jogar com posição sobre os adversários.
Nos próximos artigos entraremos com maior detalhe
nestas matérias. Vamos analisar casos de estudo e exemplos de como
diferentes mãos podem ser jogadas. O primeiro artigo aborda a
matemática do poker e como esta determina como um draw pode ser ou não
rentável.
Vão para o artigo: Matemática do Poker - Odds e Outs





