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rdinizBR
Membro desde: 21.05.2010
Oldschool Grinder

Um homem sentou-se em uma estação de metrô em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro. Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos. Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.

Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então apressou-se a seus compromissos.

Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continou a andar.

Alguns minutos depois, alguém encostou-se na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.

O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças. Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.

Nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente. Ele recebeu $32. Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, tampouco houve algum reconhecimento.

Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.

Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.

Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas. O cabeçalho era: no ambiente comum em uma hora inapropriada: NÓS PERCEBEMOS A BELEZA ? NÓS PARAMOS PARA APRECIÁ-LA ? NÓS RECONHECEMOS TALENTO EM UM CONTEXTO INESPERADO ?

Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser:

SE NÓS NÃO TEMOS TEMPO PARA PARAR E OUVIR UM DOS MELHORES MÚSICOS DO MUNDO TOCANDO ALGUMAS DAS MELHORES MÚSICAS JÁ COMPOSTAS, QUANTAS OUTRAS COISAS MAIS NÃO ESTAMOS PERDENDO ???


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3 respostas
lcsp1984
Membro desde: 30.05.2009
PokerStrategist

Estamos sempre atrasdos :facepalm: Vivemos em uma sociedade livre que é escrava de si mesma. :f_frown:


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sarvam
Membro desde: 28.12.2009
PokerStrategist

Nice post diniz.

Faz-me lembrar um estudo que fizeram, com alguém que estava caído no chão na rua. Mais à frente as pessoas que passavam, eram abordadas por um dos cientistas que estava a coordenar esse estudo, se tinham reparado na pessoa caída no chão. Muitos disseram não se recordar ou não ter visto, quando se verificou em gravações que tinham desviado o olhar para a pessoa caída no chão :facepalm:

Basicamente, andamos de olhos fechados. E de ouvidos, também :D


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Adriano87
Membro desde: 29.03.2008
PokerStrategist

O vídeo:

Ele tocou Chaconne, do Bach, e ninguém deu a mínima :f_mad:. A música tem duração de 10 mins., só. :f_biggrin:

A música:

Já tinha visto essa matéria. Acho que é por aí mesmo: sabe-se lá quanto talento já foi "desperdiçado" por não ter achado o seu âmbito de apreciadores. Se o Einstein/Feynman/Freud/Nietzsche/etc. fosse um bêbado que andasse na rua pedindo trocado, quem seria inteligente o suficiente pra perceber que ele tinha razão ?

Spoiler

Se tivessem tocado Rebolation/Ai se eu te pego aqui onde moro, geral teria parado pra ouvir.


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