F1 e a Era dos Extremos
A década acabou. Aquelas coisas velhas que vocês lembravam e contavam tendo 10, 20 anos, agora passam a estar mais próximas dos 20, 30 anos. Sim, o tempo passa.
Tirando a filosofia barata, me peguei pensando como foi a década de 2000 na F1.
No início do decênio, os espectadores da F1 assistiram a ascensão do maior vitorioso da história da F1: Michael Schumacher. Cercado por um pessoal de grande gabarito – Jean Todt, Ross Brawn e Rubens Barrichello – dentro do time mais tradicional do esporte, quebrou diversos recordes e deixou sua marca na categoria, algo próximo do imbatível, quase impensável para quem acompanhava a categoria antes.
A superioridade de Schumacher e sua Ferrari foi tão avassaladora que a F1 mudou de regras diversas vezes: mudança na pontuação, mudança nos treinos, mudança nas paradas de boxes...tudo para trazer de volta a competição entre as equipes, que andava sumida.
Em 2005, isso começou a mudar com Fernando Alonso e sua Renault. Apoiados pela Michelin, o espanhol conseguiu bater por 2 vezes seguidas o multicampeão Schumacher e todos chegaram a pensar em uma nova dinastia na F1. O espanhol repetiria o feito em 2006. E veio a aposentadoria de Schumacher.
A partir de então que se viu foi uma “nova geração” de pilotos velozes, estimulada também pela competitividade permitida pelas alterações das regras do esporte, feitas na “Era Schumacher”. Competitividade essa que rivaliza com os períodos mais disputados das corridas. Com isso, podemos ver Raikkonen (2007), Hamilton (2008), Button (2009) e Vettel (2010) chegando a glória máxima da F1. Vitórias essas seguidas por campeonatos acirrados e emocionantes, decidido por detalhes e que outros mesmo poderiam ter chegado a esse feito – como Massa e Rubens Barrichello.
Uma coisa é indiscutível na Era dos Extremos da F1: a Alemanha é a nova força do esporte. Não só no que se refere a títulos, mas a quantidade de pilotos alemães que estiveram na categoria. Esse ano, 7 alemães chegaram a alinhar o grid a partir do GP da China – quando Heidfeld entrou na Sauber.
Esperemos que a próxima década da F1 traga novas surpresas, novas disputas e mais emoções para quem acompanha o 3º maior evento esportivo do planeta. Que venham os próximos 10 anos...