Ora bem, vamos lá a tentar agitar a discussão!
Pude finalmente assistir à primeira aula, e aquilo que achei mais interessante foi a questão do plano de retirada. Em parte por ser das que menos se vê discutir na literatura, e em parte porque já tive um em tempos, e gostaria de voltar a ter.
Ora, se o que pretendemos é conseguir uma abordagem óptima às questões do jogo, então aqui está algo em que gostaria de trocar ideias para perceber melhor como se alcança isso.
Tendo em conta que um jogador hipotético que tivesse um ROI constante independentemente dos limites, então os ganhos subiriam exponencialmente com a subida de limites à medida que a gestão de banca o permitisse. Por esse mesmo motivo, e embora o ROI não se mantenha constante, um jogador iniciante que esteja a construir uma banca, para permitir um crescimento mais rápido, não deve fazer saques até alcançar um certo patamar por si definido. Onde este patamar fica dependerá dos objectivos específicos do jogador como o Lobo mencionou.
A minha pergunta aqui é se todos concordam que este patamar deve existir, e se sim, onde está o vosso?
Por outro lado, estando atingido esse patamar, que modalidades há de planear os saques?
De repente, ocorrem-me duas que parecem viáveis:
1) sacar uma percentagem dos ganhos, deixando a percentagem complementar na banca
2) sacar um valor fixo, deixando todos os ganhos sobejantes na banca
na opção 1), temos que se sacar uma percentagem dos ganhos, o valor do saque será variável de mês a mês, o que implica uma estrutura de suporte ou fundo de maneio independente do jogo que permita suportar as despesas de vida durante algum período mais prolongado de downswing. É um método que tem a vantagem de permitir sempre um crescimento da banca pois nunca se saca a totalidade o que se ganhou, o que permite que, enquanto o jogador for vencedor, estará sempre a escalar - a que velocidade, isso aí já depende da percentagem alocada ao saque...
na opção 2), temos um sistema muito semelhante ao conceito de salário, que permite um planeamento mais certo da vida, mas que é muito frágil pois depende da obtenção de ganhos que, no mínimo, igualem o valor pretendido. Caso contrário, ou não se saca de acordo com o planeado (com o impacto que isso tiver na vida extra-poker, sendo aqui também pertinente a ideia do fundo de maneio), ou se assiste a um encolher da banca que, a manter-se, pode até fazer com que um jogador ganhador, mas cujos ganhos frequentemente não alcancem o valor planeado, possa ter que descer de limite apesar de ser ganhador...
Qual das opções acham mais interessante? Porquê? Como seria o desenho do plano de retirada ideal para cada um? Para não me limitar a perguntar sem partilhar, exponho o plano que eu já usei no passado: a partir dos 625$ de banca (BSS NL25), retirava 50% dos ganhos mensais.