Crônica do Ban: A Experiência da Mesa Final
Hoje trazemos mais uma crônica do nosso companheiro BanMartins, onde ele fala sobre a experiência de pegar uma mesa final no poker ao vivo.
Depois de passar mais de um mês viajando por San Remo e Monte Carlo chegou a hora de compartilhar uma das melhores experiências que tive - a de pegar uma mesa final!
Como disse anteriormente e nas redes sociais, foram muitos torneios, IPT, EPT San Remo, FPS e EPT Monte Carlo. Era pancada atrás de pancada, era a busca o tempo todo para fazer em um torneio ao vivo aquilo que estamos acostumados a fazer nos torneios online - reta final, mesa final, a cravada. A cravada infelizmente não veio mas o 6º lugar foi muito gratificante, afinal a Europa era o primeiro trecho da viagem, ainda há alguns torneios aqui no Brasil e logo em seguida Las Vegas.
Em San Remo já tinha um doloroso 13º em um torneio turbo, onde cai em pote para chip leader de KK vs 99, com aquele 9 no turn em all-in pré-flop. Em Monte Carlo fui com tudo, queria buscar algo mais. Nunca vou me esquecer quando sentei para jogar esse último torneio do qual fiz a mesa final, olhei para o relógio, vi o tamanho do field e pensei "estou em casa".
Haviam 181 pessoas ali, um número praticamente igual àqueles dos SNG que já joguei aos milhares online. A confiança foi lá em cima por diversos motivos e destaco a experiência do online como fundamental. Sabia a hora de correr riscos, a hora que deveria trocar de marcha, dominava a evolução do torneio de maneira bastante tranquila e confiante.
"É incrível como a confiança é vital nas mesas"
Com a confiança lá em cima as coisas fluíram, é incrível como a confiança é vital nas mesas. Os steals passavam, as 3bets quando eram light os adversários foldavam, quando era por valor se atolavam, os blefes no pós-flop passavam sem dificuldade e as fichas quando tínhamos valor vinham com facilidade.
Quando vi já tinha um stack grande, ficha atrás de ficha, a pilha cada vez maior e o field cada vez menor. Me recordo de pouquíssimos all-ins no pré-flop, a influência do baralho foi mínima, lembro de dois para ser mais exato, um re-steal que não passou, fui all-in em cima do malandro e encontrei ele com QQ, e na mão que eu caí, todos os outros passaram no pré-flop, havia acertado todos os spots.

Porém, de pouquinho em pouquinho, os steals foram passando, os resteals entrando e chegamos à mesa final bem. Claro, não tinha aquele caminhão de fichas, mas estava lá perto dos 20bbs, onde sempre soube trabalhar com bastante tranquilidade.
Houveram algumas eliminações, puxei uns potes ali, outros potes aqui, até que perdi um consideravelmente grande e fiquei na casa dos 10bbs. Sabia que precisava me movimentar com urgência, antes que fosse engolido pelos blinds. Logo veio um AT que fui all-in, o jogador mais tight da mesa começa a pensar acaba anunciando call.
Bom, aí antes mesmo do showdown dele eu já estava praticamente me levantando, sabia que dali estaria sempre dominado. Para a minha surpresa me deparei com um 88, dos males o menor, ainda era um flip, nem Às nem T veio, o 88 segurou e fui eliminado na sexta colocação.
A primeira mesa final de um torneio live, do pouquíssimo volume que tenho, colocando em números já tenho 25% de ITM e praticamente 10% chego em reta final... imagina manter isso no longo prazo?! (risos)
Claro que o tamanho do field colaborou. A quantidade de regulares era bem pouca dado o Main Event, mas estava lá para ganhar experiência, ganhar bagagem, aprender na raça, tanto para ser um jogador completo com qualidade no live e no online.
No online a experiência já está se refletindo nas mesas, não só me sinto um jogador melhor como estou chegando muito mais, tendo mais resultados e mesas finais. Quem acompanha as redes sociais sabe bem disso. Agora é se preparar para o BSOP/LAPT, vamos com todas as forças buscar uma reta final, para chegar embalado para Las Vegas e WSOP.
Vamoooooooo!!
Por 
Blog do BanMartins l BanMartins no Twitter l BanMartins no Facebook
