Perto de primeiro Natal após acidente, Schumacher recebe mensagens de Todt, Briatore e ex-goleiro
Michael Schumacher recebeu mensagens especiais de Natal, no primeiro 25 de dezembro que vai passar após o grave acidente que sofreu enquanto esquiava com seu filho em Méribel, na França, em 29 de dezembro de 2013. Seu amigo e presidente da FIA, Jean Todt, o chefe de Schumacher no primeiro título mundial, Flavio Briatore, e o ídolo do futebol italiano, Dino Zoff, desejaram feliz Natal para o sete vezes campeão mundial de F1.
Todt visita Schumacher em sua casa em Gland, próximo a Genebra, na Suíça - onde o alemão está seguindo o tratamento - com muita frequência. Inclusive é do presidente da FIA que saem algumas notícias animadoras quanto ao alemão, como a informação de que Michael tem melhorado seu estado de saúde nos últimos tempos.
"Não espero datas como o Natal para desejar boas coisas a Michael. Todo dia eu penso nele e em sua família com grande esperança", falou.
Outro a mandar mensagem foi Briatore, responsável por levar Schumacher à Benetton, onde o alemão ganhou seus dois primeiros títulos mundiais na F1, em 1994 e 1995.
Michael Schumacher se concentra antes dos treinos em Spa (Foto: Ferrari))
Michael Schumacher recebeu mensagens natalinas (Foto: Ferrari)
"Querido Michael, desejo-lhe um Feliz Natal com sua família. Vamos lá! Você está perto e estamos esperando", encorajou.
Outro a mandar boas vibrações foi Zoff, ex-goleiro de Juventus e da seleção italiana. Zoff foi capitão da Itália campeã da Copa do Mundo de 1982 e ídolo do futebol no país. Ele destacou a atitude de Schumacher frente aos momentos decisivos quando nas pistas, algo que apenas "grandes campeões" mostram.
"Eu quero desejar a ele e sua família na toda a esperança de se recuperar da melhor forma possível. Schumacher me marcou em particular pela constância e perseverança. Quando podia vencer, vencia, como apenas grandes campeões podem fazer. Agora é hora de vencer a corrida mais difícil", encerrou.
Depois de quase seis meses internado no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, na França, Michael foi transferido em meados de junho para o Hospital Universitário de Cantão de Vaud, na Suíça, para dar sequência ao seu longo processo de recuperação.
No início de setembro, Schumacher deixou a clínica suíça e foi levado para a casa. Na nota enviada à imprensa pela assessoria de Michael na época, a transferência não indicava uma melhora significativa em seu quadro. Segundo a imprensa alemã, o maior vencedor da F1 vem sendo tratado por uma equipe especializada de 15 pessoas.
Surgiu neste último dia de 2014 aquele que talvez seja o mais detalhado relato de qual é a situação do heptacampeão mundial de F1 Michael Schumacher. Segundo informações da revista italiana ‘Autosprint’, o alemão, prestes a completar 46 anos de vida, ainda não recuperou a fala depois do acidente de esqui sofrido em 29 de dezembro de 2013, mas pelo menos não passa o tempo todo em uma cama e chora ao escutar a voz da família.
A reportagem da revista, que diz ter apurado e verificado os relatos da forma mais objetiva possível, tratou como “boa notícia” o fato de que Schumacher “não vive preso ao seu leito”.
Para passar por fisioterapia, o piloto é colocado em uma cadeira de frente para uma janela na casa em que vive, em Gland, na Suíça — ele está lá desde setembro, quando deixou a clínica de reabilitação para a qual foi levado após deixar o Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, nos Alpes Franceses.
Durante este processo, Schumacher não fala. Ele consegue se comunicar através de movimentos com os olhos, pois “os músculos faciais estão quase imóveis e incapazes de demonstrar emoções e realizar movimentos independentes”.
“Michael chora quando escuta a voz dos filhos ou da esposa Corinna. É uma demonstração de que ele tem emoções. É assim que o cérebro funciona, é a única forma que seu forte caráter tem para externar um sentimento. O sinal de que ele está vivo, ainda que um prisioneiro do corpo imobilizado”, diz o texto. Schumacher tem dois filhos, Gina-Maria e Mick.
O piloto sofreu traumatismo craniano ao cair de seu esqui e bater a cabeça em uma pedra na estação de Méribel, nos Alpes Franceses, há um ano. Oficialmente, ele atravessa um processo “delicado, longo e difícil, e sem prazo para recuperação plena”, mas informações mais detalhadas sobre seu estado de saúde não foram divulgadas pela família.
A recuperação
Depois de quase seis meses internado no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, na França, Michael foi transferido em meados de junho para o Hospital Universitário de Cantão de Vaud, na Suíça, para dar sequência ao seu longo processo de recuperação.
No início de setembro, Schumacher deixou a clínica suíça e foi levado para a casa. Na nota enviada à imprensa pela assessoria de Michael na época, a transferência não indicava uma melhora significativa em seu quadro. Segundo a imprensa alemã, o maior vencedor da F1 vem sendo tratado por uma equipe especializada de 15 pessoas.
Será que é +EV pro Massa? Acredito que até esse novo engenheiro saber das preferências do piloto e como passar as infos leve um tempo. Sei lá, vamos ver no que vai dar.
Original de Ikki86
Será que é +EV pro Massa? Acredito que até esse novo engenheiro saber das preferências do piloto e como passar as infos leve um tempo. Sei lá, vamos ver no que vai dar.Acho essa informação muito técnica pra fazer essa avaliação não sei dizer. Isso nem notícia é na verdade. Os caras tão sem pauta.
Sobre as preferências do Massa é só pegar o pen drive do engenheiro antigo e analisar as informações.![]()
Ou Laranja ou vermelho e branco.
Entra ano, sai ano, sempre há a expectativa de que a McLaren possa competir com uma cor diferente na F1. De acordo com o jornal espanhol ‘Mundo Deportivo’, dessa vez, realmente está decidido que, de prata, o time não corre.
A McLaren estreou uma pintura prateada em 1997, para fazer alusão às Flechas Prateadas da Mercedes. Desde então, essa tem sido a cor principal dos bólidos construídos em Woking, que foram campeões em 1998, 1999 e 2008.
A reportagem do diário espanhol diz que a Honda solicitou a mudança, justamente para evitar a associação com a montadora alemã. O novo layout pode ser branco, referência à primeira McLaren de F1 e à própria parceria entre McLaren e Honda nos anos 80 e 90, ou então laranja. Mas, no final, tudo vai depender da assinatura ou não de um acordo com um patrocinador-máster.
E a Mercedes também pode mudar, segundo o site italiano ‘Omnicorse’. O time alemão planeja repetir o que fez com a McLaren no fim da década passada e adotar uma pintura cromada.
Ou Laranja ou vermelho e branco.
Entra ano, sai ano, sempre há a expectativa de que a McLaren possa competir com uma cor diferente na F1. De acordo com o jornal espanhol ‘Mundo Deportivo’, dessa vez, realmente está decidido que, de prata, o time não corre.
A McLaren estreou uma pintura prateada em 1997, para fazer alusão às Flechas Prateadas da Mercedes. Desde então, essa tem sido a cor principal dos bólidos construídos em Woking, que foram campeões em 1998, 1999 e 2008.
A reportagem do diário espanhol diz que a Honda solicitou a mudança, justamente para evitar a associação com a montadora alemã. O novo layout pode ser branco, referência à primeira McLaren de F1 e à própria parceria entre McLaren e Honda nos anos 80 e 90, ou então laranja. Mas, no final, tudo vai depender da assinatura ou não de um acordo com um patrocinador-máster.
E a Mercedes também pode mudar, segundo o site italiano ‘Omnicorse’. O time alemão planeja repetir o que fez com a McLaren no fim da década passada e adotar uma pintura cromada.
A F1 deu um passo a mais para voltar a ter motores turbos de 1.000 cv. A informação é da revista inglesa 'Autosport'. A proposta surgiu durante a reunião desta semana em Genebra, onde os principais nomes entre equipes e fabricantes se encontraram para discutir eventuais novas regras para as próximas temporadas.
Como parte de uma iniciativa do Grupo de Estratégia, que pretende tornar os carros mais desafiadores para os pilotos, os chefes das equipes foram convidados a participar das discussões. Com base no sucesso do passado, a crença é que uma maior potência de motor, no caso aí, acima de 1000 cv, pode tornar os carros mais difíceis de serem controlados, o que deixaria a categoria-mor do esporte a motor também mais atraente para o público.
De acordo com a matéria, as conversas entre o grupo e a FIA foram bastante positivas, embora seja pouco provável que uma alteração nos regulamentos aconteça antes de 2017. No entanto, acredita-se que uma eventual elevação da potência possa ser obtida sem a necessidade de uma reformulação geral dos atuais V6 turbo ou sem a fabricação de um novo motor, que seria algo bastante dispendioso.
Em invés disso, falou-se também, ainda segundo a revista, em um aumento na taxa de fluxo de combustível, em rotações mais altas e pequenos ajustes no design como soluções para se melhorar a potência. As ideias apresentadas serão levadas para uma análise mais aprofundada dos diretores-técnicos da F1 no fim deste mês.
Além disso, outra questão foi levantada. Os engenheiros também desejam entender se a demanda pede apenas por motores mais fortes ou por uma melhoria significativa no som dessas unidades. O barulho dos V6 neste ano foi alvo de diversas críticas de pilotos e fãs.
E as alterações nos motores, evidentemente, caminham lado a lado com as iniciativas de tornar o carro mais desafiador. A FIA, inclusive, já está discutindo com as equipes algumas medidas para aperfeiçoar o acerto aerodinâmico, além de rodas maiores.
Junto com as conversas sobre possíveis mudanças, os fabricantes de motor da F1 também discutiram formas de tornar as unidades atuais mais baratas. E uma das propostas faladas com foi com relação aos componentes auxiliares, como os sistemas de recuperação de energia.
Gera uma esperança, mas... sempre tem um risco de botarem uma vírgula seguida de uma ideia estúpida e estragar tudo.
Ganhador em Buenos Aires, Félix da Costa chama vitória de “prêmio justo” e comemora: “Hoje foi meu dia”
O eP da Argentina deste sábado (10) foi insano. Dá para usar até a palavra 'bizarro' para classificar o que aconteceu nas 13 últimas voltas da corrida no circuito de rua de Puerto Madero. O líder era Sébastien Buemi, que quebrou. Passou a ser Lucas Di Grassi, que também quebrou. A vitória estava, então, nas mãos de Nick Heidfeld, que teve de pagar uma punição por exceder o limite de velocidade nos boxes. António Félix da Costa, quarto colocado apenas minutos antes, herdou a vitória.
O português, que tinha apenas quatro pontos conquistados na Malásia, não desperdiçou o tipo de sorte que não aparece todo dia. Venceu, alcançando 29 pontos na temporada e dando um novo respiro para a Amlin Aguri, que começou a corrida com apenas os pontos de Félix da Costa.
"Hoje foi o meu dia, estou mesmo muito contente, tudo correu na perfeição e começar 2015 com uma vitória é fantástico. Agradeço à Amlin Aguri, pois juntos temos trabalhado muito sem nunca baixar os braços, mesmo nos momentos mais difíceis", disse Félix da Costa.
"Essa vitória é um prêmio justo para todos nós! Agora temos de continuar a trabalhar forte para manter um bom nível nas próximas provas", concluiu.
O companheiro de Félix da Costa, Salvador Durán, marcou quatro pontos, ficando com a oitava posição. Quarto vencedor diferente em quatro ePs da temporada inicial da F-E, Félix da Costa fica com a sexta colocação do campeonato liderado por Lucas Di Grassi.
A próxima prova da F-E acontece no circuito de rua de Miami, nos Estados Unidos, em 14 de março.
Ainda não vi esse última prova da FE. Ando sem tempo, quando der procuro um link pra ela.
Perto de estrear na F1, Felipe Nasr admitiu que a expectativa já é bastante elevada para a primeira temporada no Mundial, especialmente por ser um piloto brasileiro. O brasiliense de 22 anos justifica a cobrança devido ao histórico vitorioso do país na principal categoria do automobilismo mundial, que teve dois tricampeões, Ayrton Senna e Nelson Piquet, além de Emerson Fittipaldi, que obteve dois títulos no início dos anos 70. Nasr também citou o sucesso do ex-colega da Williams, Felipe Massa, que chegou a disputa a taça com Lewis Hamilton em 2008.
Depois de terminar a GP2 em terceiro no ano passado e atuar como reserva na equipe de Grove, Nasr assinou contrato com a Sauber e já reconhece que o fato de apenas estar na F1 não significa sucesso garantido.
Com os pés fincados no chão, Felipe afirmou ainda que correr no Mundial é "algo bem diferente". "Há sempre uma grande expectativa para qualquer piloto brasileiro, porque tivemos um grande histórico no passado", explicou o competidor.
"Todos no Brasil esperam que os pilotos brasileiros obtenham bons resultados, mas eu tenho na minha cabeça que andar na F1 é uma coisa e ter sucesso é outra. Por isso, você precisa estar no momento certo, na equipe certa e tudo isso precisa se unir para que você possa, em seguida, lutar para ser bem-sucedido aqui", completou.
"Eu me sinto confiante na equipe e ainda tenho muito de aprender, mas estou totalmente comprometido com o que preciso fazer para me tornar um piloto de sucesso um dia", encerrou.
Em seu primeiro ano na F1, Nasr vai dividir a Sauber com o sueco Marcus Ericsson, que correu pela Caterham em 2014.
Análise: prestes a abrir trabalhos, F1 segue em crise com toque de desorganização
Spoiler
Nos sete ou oito dias entre o fim dos testes na Espanha e a viagem para o primeiro GP na Austrália, não houve descanso naquela fábrica. Para quem se ajoelhava aos bons resultados, ainda que fossem camuflados, para colher patrocínios, a reza também servia pelo agradecimento momentâneo à sobrevivência. Nunca foi fácil ser Marussia, a pobre que sempre esteve doente sem cobertura do plano de saúde de Bernie Ecclestone.
A Marussia conseguiu ir a Melbourne, como foi depois a Sepang, Xangai e Sakhir. Em nenhuma das provas sequer esteve perto de repetir a razoável boa pré-temporada que fez. O golpe da primeira impressão não atraiu investidores, e o respiro só foi prolongado durante a temporada europeia. Mônaco caiu como uma dádiva: dois pontos de Bianchi no bolso e a esperança para completar o ano – cambaleante e temerosa, mas que se completasse para colher as benesses limitadas da premiação no Mundial de Construtores. Desgraçadamente, o mesmo Bianchi deu com a cabeça em um trator mal localizado durante o GP do Japão e até hoje paga as consequências. Ali, na prática, a Marussia morreu.
Com a companheira de fundo de pelotão Caterham, a situação era similar ou até pior porque a agonia foi mais visível. Em julho, o fundador Tony Fernandes largou mão do negócio. Os novos donos, três meses depois, viram um mar verde de coisas obscuras e devolveram ao dono. Neste intervalo, o então chefe da equipe, o ex-piloto Christijan Albers, deu um jeito de abandonar o barco sem se jogar neste mar. Nesta de ninguém querê-la, aquela que nasceu como Lotus teve o triste fim da equipe amiga.
Equipes sem condições financeiras quebrarem não são novidade alguma na F1. Antes do desaparecimento, o roteiro sempre aponta para a tentativa de venda para um grupo, uma montadora ou um aventureiro que não tem onde enfiar suas cifras. A Force India é um exemplo ainda vivo. Mas a Force India foi também o exemplo, concomitante à unção dos enfermos de Marussia e Caterham, da ebulição da crise da F1. Foi a Force India que articulou com Sauber e Lotus um boicote às corridas finais. Foi a Force India que deu a cara a bater e mandou uma carta a Ecclestone pedindo a salvação e a melhor distribuição dos lucros da F1 ou até mesmo a compreensão das grandes. E quase a Force India morreu isolada porque Sauber e Lotus deram uma de joão-sem-braço e demoveram da ideia inicial.
Enquanto isso, Ecclestone brindava o público com suas declarações controversas – um claro eufemismo para patéticas. Negava a crise com a soberba de quem havia pagado para se livrar da prisão no famigerado caso de suborno a um banqueiro à época da venda das ações da F1. Deu de ombros para as redes sociais e para o público jovem, à carta da Force India e ao apelo de quem lhe estendeu o pires. Suas soluções encontravam respaldo na mentalidade dos anos rococó, baseadas no capitalismo puro e selvagem de quem só se importa em ver a engorda da conta bancária.
2014 reverberou a expressão clara de uma F1 ruim, amenizada em parte pela bela disputa entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Os motores V6 turbo não caíram no gosto: as equipes e as montadoras tiveram um gasto excessivo para introduzir as novas unidades e o público não se acostumou ou conformou com o fraco som produzido. Tentaram fracassadamente colocar uma espécie de megafone para que o barulho lembrasse as versões anteriores dos propulsores da F1. Também teve um regulamento que permitiu aos carros terem um acabamento fálico.
Tão rígida e robótica em seus métodos, a F1 se permitiu um ar meio Indy de ser, mais humana e, portanto, suscetível a erros. Mas se a Indy sempre se esmera em procurar respostas rápidas para seus problemas, a F1 demonstra não ter aprendido muito ou até não sabe que rumo tomar. O calendário deste ano é uma demonstração clara. A F1 sempre começava a definir as provas da temporada seguinte no máximo em junho para então ratificar a competição em setembro. Só no começo de setembro que saiu o esboço das etapas de 2015; três meses depois, do nada enfiaram a Coreia ali para que o campeonato tivesse 21 etapas. Nunca os coreanos que organizavam a etapa abriram tão rapidamente os olhos tamanho o espanto de vê-la de volta. Aí no começo de janeiro tiraram a Coreia. Agora rifaram Nürburgring, onde “não tem ninguém” para fazer o GP da Alemanha. Ecclestone colocou Hockenheim de volta. Os caras lá já dizem que não é bem assim.
Em tempo: a corrida de Hockenheim da F1 teve menos gente que as do DTM, que realiza as etapas de abertura e encerramento lá.
E como crème-de-la-crème tem a história do descongelamento dos motores ao acharem uma brecha no regulamento, depois de os caras passarem meses tentando dobrar a Mercedes. Quer dizer: Ferrari, Renault e demais interessadas estavam se reunindo quase a cada corrida para mudar as regras e, de repente, do nada, alguém resolveu ler as letras miúdas e, oh!, que bom para todo mundo. Agora até a Mercedes vê vantagem.
2015 começa para valer nesta quarta-feira, quando a Force India, aquela que tentou subverter a ordem e mudar o PIB da F1, lança seu carro com certas pompas graças ao dinheiro mexicano – do contrário, faria como as demais: ou apresentam o novo modelo pela internet direto de sua sede ou usam a pista de Jerez na semana que vem para economizar. Ao mesmo tempo, tentam fazer a Marussia ressuscitar de novo. Não há mesmo descanso naquela fábrica. Ninguém sabe se o campeonato vai contar com 18, 20 ou 22 carros. Ou até mesmo 16, porque a Lotus aparece com um asterisco na lista.
A F1 vive tempos de vacas bem magras. Maltratadas, não podem virar carne confiável. O responsável tem nome. Mas não vai largar o osso delas.
Depois de a Williams exibir uma imagem de seu novo carro, chegou a vez de a McLaren dar uma prévia do que vem por aí. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o time de Woking sinalizou a volta das cores banca e vermelha ao bólido que será empurrado pelo motor Honda.
Batizado como ‘A new era begins’ (Uma nova era começa, do inglês), o vídeo mostra uma criança desenhando um carro de F1 e utilizando a cor vermelha em sua pintura.
Vídeo divulgado pela McLaren sugere que novo carro será branco e vermelho (Foto: Reprodução))
Vídeo divulgado pela McLaren sugere que novo carro será branco e vermelho (Foto: Reprodução)
Além disso, o time ressalta que “não é hora de repetir a história, é hora de fazer a história”. A apresentação do MP4/30 está marcada para o dia 29 de janeiro.
Na manhã desta quarta-feira (21), começou a circular nas redes sociais uma imagem do que poderia ser o novo modelo. Uma análise das linhas do bico é compatível com o desenho que é apresentado no print do vídeo oficial da McLaren. A equipe ainda não confirmou a veracidade da imagem.
Sem carro novo, Force India apresenta visual novo e refinado para temporada 2015 da F1
A temporada 2015 da F1 deu a largada ainda na manhã desta quarta-feira (21) com a apresentação virtual feita pela Williams de seu FW37, mas foi a Force India que primeiro revelou sua criação em um charmoso lançamento na Cidade do México no início desta tarde. A equipe indiana escolheu o país que retorna ao calendário para exibir as cores e o design do modelo com o qual vai competir neste ano nas pistas do Mundial.
Minutos antes de o evento começar na Cidade do México, o time apareceu nas redes sociais para prometer um carro com visual “agressivo”. E a primeira impressão, na verdade, foi de que as linhas vieram mais refinadas em relação ao modelo de 2014, com o preto e o prata como cores predominantes, além da linha laranja, cor característica do time. O bico também é diferente e mais baixo.
"É uma sintonia do carro de 2014. E esperamos competir com os grandes", disse Vijay Mallya, durante o discurso antes da apresentação do carro. Um lançamento, aliás, à moda antiga da F1.
Mais uma vez, o time chefiado pelo empresário indiano manteve a dupla que colocou a esquadra na sexta colocação em 2014: Sergio Pérez e Nico Hülkenberg.
Indo para a quinta temporada na F1, Pérez vem de um ano consistente em 2014. Terminou o Mundial em décimo, com 59 pontos e um pódio, no Bahrein, depois de uma apresentação sólida. Mexicano de 24 anos, Sergio também é o responsável pelo apoio da gigante Telmex à equipe. Hülkenberg, por sua vez, viveu um 2014 bem mais regular que o companheiro de equipe. O alemão, 27 de anos, completou a temporada em nono, com 96 pontos e apenas quatro abandonos. No restante do campeonato, pontuou em todas as 15 etapas.
Com o confiável carro do ano passado, a escuderia conseguiu permanecer à frente da McLaren por boa parte da temporada e só perdeu posição na parte final, quando a equipe inglesa evoluiu consideravelmente. Por isso, de novo vai ter os motores da Mercedes como grande arma para escalar o pelotão intermediário do grid.
"Em meu nome e em nome da Force India, gostaria de estender meu bem-vindo a todos vocês por comparecerem a este evento muito importante. Eu vim pela primeira vez ao México 18 ou 19 anos atrás, e realmente amei. Disse: “Este é um grande lugar”. Eu não tinha percebido como tinha visto pouco do México. Quando Checo insistiu que eu fosse a Guadalajara, tive de ir até lá, passei alguns dias, vim para a Cidade do México, e uma coisa me impressionou: as muitas semelhanças com a Índia. As pessoas, o país, a comida apimentada. E os dois países amam esporte. Na Índia, amam críquete. No México, vocês amam automobilismo. E é importante que todos vocês que gostam possam apreciar", afirmou Mallya.
O dono da Force India também aproveitou para celebrar a volta da F1 ao México. “Com o suporte do grupo Telmex, podemos dizer sem pensar ‘vamos fazer algo bem diferente’. Vamos dar um jeito de apreciar o amor mexicano pelo automobilismo, deixe-nos celebrar o retorno da F1 ao México e deixe-nos lançar o nosso carro de 2015 no México junto dos nossos parceiros mexicanos, os milhares e milhares de fãs, e eles vão apreciar o que estamos tentando fazer. Estou me sentindo muito bem acolhido no seu país e na sua cidade, e é um privilégio estar diante de vocês antes de lançar o nosso novo carro. 2014 foi um ano importantíssimo para a F1 por causa do regulamento completamente novo”, completou.
O chefe da equipe emendou em seguida palavras sobre o projeto para 2015. “Tivemos de desenhar um carro realmente novo. Foi fantástico para nós na Force India que durante a temporada, com talvez quatro corridas para o fim, estávamos à frente dos campeões mundiais, McLaren, no Mundial de Construtores. É bom saber que as pessoas reconhecem o nosso esforço, mas eu gostaria de ressaltar a paixão, a lealdade de todos aqueles que trabalham na Force India”.
“Há uma paixão no que fazem todos os dias, desenhando e construindo este carro. O carro de 2015 é um aprimoramento do que aprendemos em 2015, e agora demos um passo à frente, com uma mudança tecnológica”, acrescentou.
A confiança do time no progresso se dá muito, baseado no que disse Vijay Mallya, pelo uso do túnel de vento da Toyota, na Alemanha — em escala de 60%, maior que os 50% até então utilizados pela Force India. “Na medida em que a temporada fica mais longa, a janela de inverno fica mais curta. Neste ano, a FIA mudou as regras e tivemos de tomar a decisão de apontar apenas um túnel de vento. Escolhemos o de Colônia”, explicou. “Esperamos competir com os grandões.”
Em vez de parecer ‘quadradão’, como eram seus antecessores, o modelo já tem uma frente mais arredondada. O bico se assemelha ao da Williams, também com um ‘bico-mamilo’. Porém, o VJM08 mesmo só será visto pela primeira vez em 19 de fevereiro, em Barcelona -- este foi um híbrido usado na apresentação da equipe.