Emoção, velocidade, perigo, glamour, glórias e fracassos, heróis, tragédias e momentos ímpares: talvez nem mesmo todas as palavras supracitadas consigam definir a essência do GP de Mônaco, a mais tradicional de todas as provas do Mundial de F1. Presente no calendário da categoria desde seu ano de fundação, 1950, a corrida será disputada pela 62ª vez no próximo fim de semana. Trata-se do evento mais midiático de todo o calendário por colocar diante do seu seleto público alguns dos mais velozes carros do mundo passando em frente a restaurantes, hotéis, cassinos e ao deslumbrante Mar Mediterrâneo.
Com algumas pequenas variações aqui e ali, sobretudo para garantir uma maior segurança aos pilotos e ao público em geral, o GP de Mônaco acontece desde sempre no traçado idealizado por Anthony Noghés ainda nos anos 1920, nas ruas de Monte Carlo. É uma corrida bastante peculiar: é mais curto que as demais etapas do Mundial, com cerca de 260 km contra os habituais 305 km por prova, seu primeiro dia de treinos livres ocorre na quinta-feira e não na sexta, e o pódio, na verdade, é uma tribuna improvisada, onde os pilotos ficam lado a lado com a realeza monegasca.
O grande rei de Mônaco é Ayrton Senna, que venceu a corrida em seis ocasiões, estabelecendo uma dinastia vencedora que jamais foi batida na categoria. Graham Hill e Michael Schumacher também fazem parte do laureado rol dos pilotos que mais venceram em Monte Carlo, com cinco conquistas para cada um. Entre as equipes, a McLaren, que luta para reagir e voltar a ser o time que tanto ganhou e fez história na F1, é a dona do maior número de triunfos, 15 conquistas, sendo seis delas com o brasileiro Ayrton.
