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[F1 2017] Aquecendo os motores

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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
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Alonso vê Vettel perto da perfeição

Apesar da rivalidade, Fernando Alonso não foge de reconhecer o talento de Sebastian Vettel. Falando à imprensa nesta quinta-feira (10) em Suzuka, o piloto da Ferrari admitiu que o rival está perto da perfeição, mas ponderou que só o tempo poderá mostrar a verdadeira qualidade do rubro-taurino.

Na visão de Alonso, o bom desempenho do carro da Red Bull acaba ofuscando a verdadeira contribuição de Sebastian nos bons resultados e, por isso, será necessário aguardar que outras equipes tenham condição de brigar de forma igual com o bólido de Adrian Newey.

Alonso reconheceu que combinação de Red Bull e Vettel é boa demais para a Ferrari (Foto: Ferrari)

“Ele está perto da perfeição, todos esses anos e vencendo o campeonato”, exaltou Alonso. “É verdade que ele teve uma vantagem na performance do carro em todos estes anos, então veremos quão bom ele é mais para frente em sua carreira. No momento, ele é melhor do que qualquer um e está vencendo campeonatos”, resumiu.

O companheiro de Felipe Massa citou o caso de Lewis Hamilton, que chegou ao Mundial de cara lutando pelo título e se tornando campeão no ano seguinte, e lembrou que o britânico não conseguiu mais brigar pelo título.

“Nós também vimos Hamilton iniciando seu primeiro ano e quase vencendo o Mundial e vencendo em seu segundo ano. Mas aí ele não venceu mais”, lembrou. “Às vezes você tem o carro para fazer isso, às vezes não”, sublinhou.

“No momento, Red Bull e Vettel são uma combinação muito boa e boa demais para nós”, concluiu Fernando.


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
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No duelo da Red Bull, Webber supera Vettel

O australiano Mark Webber cravou o melhor tempo do treino classificatório do GP de Suzuka, no Japão, na madrugada deste sábado. O piloto da Red Bull quebrou uma sequência de 18 corridas sem pole positions, ao cravar 1m30s915.

Webber superou justamente seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel, que fez o tempo de 1m31s089. O alemão pode ser campeão caso vença a corrida e Fernando Alonso não chegue entre os oito primeiros. O espanhol da Ferrari sairá justamente em oitavo, com 1m31s665. O terceiro será Lewis Hamilton, que com sua Mercedes fez 1m31s253. O brasileiro Felipe Massa largará em quinto (1m31s378).

A largada para o GP de Suzuka será na madrugada deste domingo, às 3h (de Brasília).

Confira o grid de largada para o GP de Suzuka:

1) Mark Webber (AUS/Red Bull) 1m30s915
2) Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 1m31s089
3) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1m31s253
4) Romain Grosjean (FRA/Lotus) 1m31s365
5) Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1m31s378
6) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1m31s397
7) Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) 1m31s664
8) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1m31s665
9) Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) 1m31s684
10) Jenson Button (ING/McLaren) 1m31s827


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Tudazul
Membro desde: 09.03.2007
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Só agora que fiquei sabendo da carona que Alonso deu para Webber. :facepalm:

E com mais uma vitória de Vettel, fica mais difícil eu tentar assistir F1.


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
Membro desde: 30.11.2008
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Original de Tudazul
Só agora que fiquei sabendo da carona que Alonso deu para Webber. :facepalm:

E com mais uma vitória de Vettel, fica mais difícil eu tentar assistir F1.

Nessa da madrugada tô vendo os resumos...
A corrida de hoje foi boa mesmo com o Vettel ganhando de novo.

Agora que vai ficar difícil mesmo. Ele deve confirmar o Tetra na Índia, a Red Bull deve ganhar os construtores e ninguém mais vai desenvolver os carros para esse ano.


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JorgeTeixeira
Membro desde: 01.11.2008
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Vettel leva tudo mesmo! :rage: :rage:

Agora é pensar no Penta mesmo.. :f_confused:


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
Membro desde: 30.11.2008
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Original de JorgeTeixeira
Vettel leva tudo mesmo! :rage: :rage:

Agora é pensar no Penta mesmo.. :f_confused:

Ano que vem vai ter novas mudanças técnicas nos carros: os motores serão v6, turbo e me parece que o carro vai depender mais do KERS.

Em termos de equipe, só a Mercedes pode competir em relação as mudanças. A McLaren vai pensar em 2015, a Ferrari é um lixo e a Renault não tem dinheiro pra competir.

Piloto só o Alonso.


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
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Novo episódio Tooned 50 com Prost:


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
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Massa garante permanência na F1 e assina com Williams

Felipe Massa será piloto da Williams de F1 a partir de 2014. O acordo será divulgado nas próximos dias – ou horas –, e o Diário Motorsport pode afirmar que o contrato é de cinco anos – ou seja, vai até 2018.

O brasileiro vai receber salários, estando descartada a necessidade de levar recursos para a equipe inglesa. O vice-campeão mundial de 2008 correrá no lugar do venezuelano Pastor Maldonado, que deixará o time inglês ao cabo a atual temporada.

Massa deixa a Ferrari após oito temporadas. Seu contrato não foi renovado para o ano que vem, e Felipe será substituído pelo finlandês Kimi Räikkönen. Seus primeiros contatos após a ciência de que não continuaria em Maranello se deram com a Lotus e com a McLaren. Na primeira equipe, disputava a vaga com o favorito Nico Hülkenberg – ainda não anunciado; na outra, dependeria da saída de Sergio Pérez. O nome do piloto também foi ventilado na Force India.


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
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Red Buhh 2

holycow2SÃO PAULO (recuperado) – Optei por dormir depois da classificação. Porque nada mais previsível do que o que aconteceu. Todo mundo ia acordar e saber, hoje, que Vettel fez mais uma pole. Eu não precisava assassinar meu sono para vir à sala e escrever isso. Fiquei na cama refletindo sobre o momento da F-1. Durou 17 segundos, a reflexão.

Foi a 43ª pole da carreira de Tiãozinho e sétima na temporada. Terceira na Índia, onde só ele fez pole e onde só ele liderou voltas até hoje. E onde só ele liderou treinos neste fim de semana: os dois da sexta, o terceiro livre no sábado e a classificação. Foi também o primeiro a chegar ao autódromo. E no café da manhã, o primeiro a pegar ovos mexidos e a colocar pão na torradeira, antes do Alonso, que pelo menos pegou geleia de morango na frente, mas geleia de morango, como se sabe, não dá pontos na F-1, enquanto ovos mexidos e torradas, sim. Webber derrubou a xícara de café quando tentava passar os dois.

Ou seja, como diria Luciano Burti, ele vai enfiar uma trolha astronômica em todo mundo para ganhar o título humilhando, pisoteando, troçando, desdenhando, rebaixando, menosprezando, rebaixando a concorrência.

É um sádico, esse alemãozinho.

Mas não é surpresa, podem reclamar quanto quiserem, há uns bons dois meses que avisei aqui, assim que a Mercedes mostrou que era fogo de palha e que não iria ameaçar os rubrotaurinos depois das férias. Sem chances de virar o jogo, e com regulamento novo para 2014, ninguém iria gastar fosfato para melhorar seus carro patéticos de 2013. Assim, a tendência era de a Red Bull disparar. Outras equipes, se pudessem, cortariam pessoal e o cafezinho no motorhome para economizar e pensar no ano que vem.

Dito e feito, e junte-se a isso o apetite do mocinho por recordes (jamais reconhecido; piloto é sempre “cool” quando fala disso), e eis que temos na tábua de tempos de hoje Vettel enfiando 0s712 em Rosberguinho, o segundo no grid, e 0s782 no Comandante Amilton, o terceiro (veja o grid aqui, com pneus e tudo; chique, o Grande Prêmio). Webber, nosso marsupial desolado, sai em quarto e vai tentar alguma coisa com os pneus médios. Os três primeiros optaram pelos macios grudentos e nojentos.

Falando em pneus, no Q1 eles fizeram a primeira vítima, a anta do Grojã, que achou que com os médios passaria para o Q2 assoviando e mascando cana. Tomou na testa. Ficou em 17°. Vettel também usou os médios, mas digamos que tem um carro melhorzinho e podia se dar ao luxo de. Junto com Grojã ficaram na degola Maldanado (sem clima na equipe; vai sair, como já informamos) e os nanicos, como sempre com Branquinho puxando a fila.

No Q2, empacaram Ricardão, Resta Um, Fútil, Verme, Sapattos e Guti-Guti, que a cada dia que passa me parece mais fraco. Ainda mais quando a gente olha para essa segunda metade de temporada do incrível Hulk, que foi de novo ao Q3. É um monstro, esse alemão, e faz bem a Lotus de querê-lo a todo custo. Se bem que a McLaren também curte a ideia. A Force India também deu um curtir e compartilhar. E a Sauber mandou um desfazer para Gutiérrez. O Massa deu um curtir para a Williams e o Maldanado deu um curtir para a Lotus, que ainda não curtiu de volta.

Estou todo trabalhado no Facebook, hoje.

Bem, chega de viadagem e vamos ao Q3. Foi quase aviltante. Vettel fez sua volta com o cotovelo na janela e falando no celular. O resto se matava para chegar perto. Mas não conseguia. No fim das contas, Tião, Rosberguinho, Comandante Amilton, Canguru, todos já citados, nas duas primeiras filas. Depois Massacrado (com pneus macios), Tagarela, Hulk, El Desanimadón (com pneus médios) e a dupla da McLaren, Chiquitita e Bonitton, ambos com médios, também.

Nas arquibancadas, as vacas bocejaram. Não tinha ninguém, humano, digo, vendo o treino. Acho que na corrida veremos alguns grupinhos espalhados aqui e ali, se a névoa deixar. Faz um calor dos diabos na região e a poluição é osso.

Há um tabu a ser quebrado. Na Índia, até hoje, apenas pilotos alemães de dentes grandes e cara de moleque venceram, uma coincidência incrível. Acho que será mantida a escrita.


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
Membro desde: 30.11.2008
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Red Buhh (3)

SÃO PAULO (e contando) – Vettel é um campeão que sorri. Isso é legal. Não faz caras e bocas e não transforma um título mundial num dos trabalhos de Hércules. Era o Hércules ou o Asterix que tinha lá um monte de trabalhos a realizar?

Seja como for, se forem sete trabalhos a realizar Tiãozinho já concluiu quatro deles. E como é muito jovem, apenas 26 anos, tem tempo de carreira pela frente para encarar um eventual ciclo vitorioso de outra equipe e, ainda assim, chegar aos sete um dia.

Sete é um número mágico como era o número cinco, até Schumacher igualar o penta de Fangio. Michael esticou as referências, deixando para seus sucessores a tarefa muito dura de chegar às suas marcas. Elas ainda estão distantes, mas é possível acreditar que poderão ser batidas. Eu só não imaginava que seria tão rápido. Schumacher não é um retrato na parede. Até o ano passado estava correndo. Mal saiu, já apareceu outro.

O fato de também ser alemão não é coincidência. Como não foi coincidência a sequência Emerson-Piquet-Senna dos anos 70 aos 90. Sucesso puxa sucesso, estimula a competição interna, mais gente passa a praticar o esporte, e da quantidade sai qualidade.

Vettel é um gênio de sua raça e continua sorrindo como um garoto porque é isso que é, um molecote que começou muito cedo e sempre mostrou ser especial. Já está entre os maiores da história, claro, mas se comporta como se fosse um mero… ganhador de corridas. Talvez essa noção de que é um dos maiores nomes do esporte de todos os tempos só venha a fazer parte de suas preocupações no futuro. Por enquanto, ele quer é vencer corridas, o que é muito gostoso.

São 36 na carreira, dez neste ano e seis seguidas. Com mais uma, iguala os recordes de vitórias consecutivas de Schumacher e Ascari. Michael ganhou sete sem tirar em 2004. Ascari, entre 1952 e 1953. A marca do italiano poderia ser ainda mais ampla se as 500 Milhas de Indianápolis não fizessem parte do Mundial nos anos 50 — uma situação esquisita, a prova era parte do campeonato, mas apenas americanos corriam lá; eram raríssimas as participações de alguém da F-1. Ascari ganhou sete, pulou Indy e venceu mais duas. Na real, ganhou nove em sequência. Para as estatísticas, no entanto, o que vale são as sete. Sete de novo.

vetteltetra004Quando terminou a prova hoje, Vettel foi para o meio da reta, deu zerinhos, saudou o público, jogou suas luvas para a torcida e fez o gesto mais significativo do dia: ajoelhou-se diante de seu carro e fez uma reverência respeitosa ao seu colega de quatro rodas.

Em tempos de culto ao hedonismo, em que ninguém divide méritos e vitórias com ninguém, Vettel repartiu sua conquista com um automóvel — e seu criador, claro, Adrian Newey.

Ele só é campeão porque tem carro, vão se apressar a dizer alguns hoje. O gesto de Vettel diante de seu RB9, nome feio e sem graça para um carro, assim como Red Bull é um nome feio e sem graça para uma equipe, encerra essa discussão. É claro que ele só é campeão porque tem carro. A F-1 é um campeonato de carros guiados por pilotos. Ninguém pode ser campeão sem carro numa competição de carros.

Mas é preciso alguém lá dentro para fazer de um carro um campeão. Vettel fez isso quatro vezes, como Fangio e Schumacher, dois semideuses — até hoje os únicos que tinham conquistado quatro taças seguidas. Por melhor que sejam um carro e uma equipe, poucos são capazes de transformar essa mistura em títulos sem deixar a peteca cair num meio tão tenso e competitivo como é a F-1.

Vettel consegue porque sabe competir e porque deixa a tensão para os outros. É um garoto que sorri quando ganha. Suas vitórias não são sofridas, dolorosas, ressentidas, não são odisseias épicas escritas com sangue, suor e lágrimas. São vitórias, apenas. Simples vitórias em corridas de carros. Esse menino encara seu ofício com simplicidade. Por isso que a conquista de hoje, um tetracampeonato mundial de F-1, um negócio difícil pra burro, parece ter sido tão fácil.

Quando se vive a vida com simplicidade, as coisas ficam mais simples, acho que é isso.


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
Membro desde: 30.11.2008
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Há 25 anos, Ayrton Senna ganhava seus primeiro título

No dia 30 de outubro de 1988, o mundo da F1 viu uma de suas principais promessas confirmar aquilo que se esperava de alguém que mostrava talento para ser um dos grandes pilotos da história da categoria. Naquela data, Ayrton Senna venceu o GP do Japão e conquistou o primeiro de seus três títulos mundiais.

A temporada de 1988 foi completamente dominada pela McLaren, que tinha o estreante Senna ao lado de Alain Prost, então bicampeão – tendo conquistado os dois títulos pela equipe inglesa, em 1985 e 1986. O MP4-4, equipado com motor Honda, mostrou-se, nas mãos do brasileiro e do francês, um pesadelo para os adversários.

Das 16 provas daquele campeonato, o time, comandado na época por Ron Dennis, venceu 15 – só não triunfou no GP da Itália, quando Senna se envolveu em um acidente com o retardatário Jean-Louis Schlesser, que substituía o combalido Nigel Mansell na Williams, a cinco voltas do final, permitindo, assim, a festa dos torcedores italianos com a dobradinha da Ferrari, com Gerhard Berger em primeiro e Michele Alboreto em segundo.

Sem concorrência, Senna e Prost transformaram a temporada em um duelo particular, chegando à penúltima etapa do ano, em Suzuka, como os únicos que ainda poderiam ser campeões. E Senna venceu a primeira parte da batalha, a classificação. Com 1min41s853, o brasileiro foi 0s324 mais veloz do que Prost e garantiu a pole-position. Berger, terceiro colocado no grid, ficou a 1s5 do tempo do brasileiro – em mais uma demonstração do poderio do time britânico.

Na corrida, porém, quem começou melhor foi o francês, que pulou para a liderança, enquanto o brasileiro quase viu sua corrida chegar ao fim, ficando parado no grid por alguns instantes, com o motor desligado. Quando conseguiu colocar o carro em movimento, Senna era apenas o 14º. O McLaren de número 12, no entanto, já dava sinais de recuperação ainda na primeira volta, quando cruzou em oitavo. Dez voltas depois, o piloto já era o terceiro e, com o abandono de Ivan Capelli no 19º giro, o brasileiro assumia o segundo lugar, atrás apenas do companheiro de equipe.

Capelli, aliás, protagonizou um momento histórico antes de deixar a disputa: com o carro da March - projetado pelo então novato Adrian Newey - o italiano chegou a ultrapassar Prost na chicane que antecede a reta dos boxes e assumir a ponta por alguns metros, mas acabou não resistindo à força do motor Honda e perdeu a posição na entrada da primeira curva. Foi a primeira vez, desde 1983, que um carro equipado com um propulsor aspirado - o saudoso Judd, no caso - liderava uma prova de F1.

O gaulês, enfrentando problemas com o tráfego e com a caixa de câmbio, via a distância entre ele e o rival pela taça diminuir volta após volta. No final da 26ª volta, veio o bote. Andrea de Cesaris, retardatário, atrapalhou Prost na chicane, permitindo a aproximação de Senna, que conseguiu utilizar o vácuo. Os dois carros da McLaren ficaram lado a lado na grande reta dos boxes, e o francês se defendeu como pôde, mas o brasileiro conseguiu executar a manobra e tomar a liderança no começo do 27º giro, mantendo a posição até receber a bandeira quadriculada.

Naquele ano, a F1 ainda adotava o sistema de pontuação 9-6-4-3-2-1 [do primeiro ao sexto lugar], com descartes – cada piloto só poderia considerar, para efeito da classificação no campeonato, 11 resultados, deixando de lado os demais – os piores, evidentemente, eram os desprezados pelos pilotos. Com apenas uma corrida pela frente, Prost só poderia chegar aos 87 pontos – a mesma pontuação que Senna teria caso não viesse a pontuar no GP da Austrália.

Como o primeiro critério de desempate era o número de vitórias – o brasileiro chegara à oitava do ano em Suzuka, contra seis do francês – o campeonato estava decidido. No ano de estreia na McLaren, Senna conquistava, então, o primeiro de seus três títulos mundiais – outros dois ainda viriam, também pelo time de Woking, em 1990 e 1991.


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
Membro desde: 30.11.2008
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Orochimaro
Membro desde: 09.05.2008
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Vídeo fera!


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
Membro desde: 30.11.2008
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Vettel leva 7ª seguida

Vettel leva 7ª seguida, iguala marca de Schumi e faz 'zerinhos' em Abu Dhabi
Alemão recebe bandeirada 30s à frente de companheiro de RBR Mark Webber e repete comemoração do tetra alcançado na Índia. Alonso é quinto e Massa, oitavo

O tetracampeonato já estava assegurado. Seu nome, já escrito na história da Fórmula 1. Nas últimas três etapas do ano, Sebastian Vettel tem o desafio de igualar recordes de seu ídolo e compatriota, o heptacampeão Michael Schumacher. E a primeira marca ele alcançou no GP de Abu Dhabi deste domingo. Usando um capacete com pintura folheada a ouro 24 quilates para celebrar sua quarta taça, o alemão da RBR protagonizou mais uma atuação implacável e venceu a sétima corrida seguida na temporada, repetindo a marca anotada por Schumi em 2004. Largando em segundo, o alemão não tomou conhecimento de seu companheiro de RBR, Mark Webber, e assumiu a ponta nos primeiros metros. O que se viu na sequência foi mais um implacável passeio de Vettel no cair da noite em Yas Marina, cruzando a linha de chegada “eternos” trinta segundos à frente do parceiro te time. Nico Rosberg completou o pódio.

Após cruzar a linha de chegada, Vettel repetiu a comemoração do tetra na Índia e fez “zerinhos” diante da torcida. Só que dessa vez, o alemão se preveniu. Para evitar outra reprimenda como a recebida em Buddh, executou a manobra antes de completar mais uma volta, em uma área de escape, e levou o carro para o parque fechado, como manda o “figurino”.


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JorgeTeixeira
Membro desde: 01.11.2008
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O único interesse para continuar a ver F1 agora é ver Vettel quebrar records? :x


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alfredorato
Membro desde: 30.11.2010
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Esse ano não existiu disputa pelo titulo, o carro da Red Bull é infinitamente superior.


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
Membro desde: 30.11.2008
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Original de JorgeTeixeira
O único interesse para continuar a ver F1 agora é ver Vettel quebrar records? :x

Até final do ano, sim mas é só pros fissurados. A corrida hoje foi disputada do 5 pra baixo. Mas confesso que vi meio de lado enquanto navegava e só dei atenção mesmo na 2 metade quando animou mais.

A Red Bull acabou com as esperanças desde a Bélgica. E ano que vem não espere muita concorrência também não... :facepalm:


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
Membro desde: 30.11.2008
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Alonso é um monstro!

Alonso reconhece ano difícil

Fernando Alonso disse que a má forma da Ferrari nas últimas corridas não diminuiu a motivação dele para as etapas finais da temporada 2014. No GP de Abu Dhabi, o espanhol não chegou ao Q3, mas largou da décima posição com a punição a Kimi Räikkönen. Na corrida, porém, o asturiano se recuperou e terminou a prova em quinto.

Alonso admitiu que o momento não é fácil, mas garantiu que a motivação permanece em alta. “Estou na F1 há 12 anos, tive mais alguns em outras categorias e sempre dou 120% de mim a cada corrida. Além disso, há muita atenção em cima de mim, todos querem ver o que eu farei para obter resultados expressivos. Então, eu sempre tento mostrar algo a mais, isto é o que me motiva”, contou.

O asturiano falou também sobre os objetivos para as duas provas finais da temporada, nos Estados Unidos e no Brasil. “A meta é, sem dúvida, o segundo lugar entre os Construtores. Não é exatamente o que gostaríamos, mas não deixa de ser importante. Se conseguirmos alcançar este objetivo será ótimo, pois sabemos que não temos o segundo carro mais veloz do grid”, revelou.

Sobre o campeonato de Pilotos, no qual ocupa a vice-liderança, o ferrarista disse que não inicia a temporada pensando em ser o segundo melhor, mas reconheceu que a conquista do vice-campeonato será bem-vinda em um ano que não se mostrou dos melhores, tanto para ele quanto para o time.

“Se eu terminar em segundo no campeonato, considerarei o feito como uma pequena vitória pessoal. Obviamente, eu corro para ser campeão e terminar com o vice e muito triste, mas analisando como foi a temporada, seria um bom resultado para o campeonato deste ano”, ponderou.

Por fim, Alonso revelou que a Ferrari não levará atualizações para as duas etapas finais da temporada, então cabe a ele e aos engenheiros extrair o melhor rendimento do carro em Austin e Interlagos.

“Sim, precisamos ser mais eficientes. Em alguns finais de semana, não foi somente a Mercedes que nos preocupou, mas a Lotus, [Nico] Hülkenberg, a Toro Rosso e a McLaren. Tivemos uma queda de rendimento considerável, então precisamos trabalhar mais. O carro será o mesmo em Austin e no Brasil, portanto cabe a nós aperfeiçoar o acerto para cada pista e fazer voltas perfeitas durante todo o final de semana, pois temos que superar a Mercedes”, encerrou.


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brunogalvao81 Autor do tópico
brunogalvao81
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Há 20 anos, Ayrton Senna conquistava sua última vitória na F1

No dia 7 de novembro de 1993, a F1 viu Ayrton Senna conquistar a última vitória da carreira, no GP da Austrália. Realizada nas ruas de Adelaide, a prova encerrou a temporada daquele ano, que àquela altura já tinha Alain Prost como campeão mundial – o francês chegara ao quarto título.

O ano de 1993 foi marcado, apesar dos lampejos do brasileiro na primeira parte da temporada – conquistando três vitórias nas seis primeiras corridas –, pelo domínio do conjunto Williams-Renault, que emedou sete vitórias nas sete etapas seguintes – quatro com o francês e três com o então jovem Damon Hill.

Ayrton Senna antes de sua última corrida pela McLaren, em Adelaide (Foto: Getty Images)

No GP de Portugal, Prost confirmou o tetracampeonato, com duas provas de antecedência. Na corrida seguinte, o GP do Japão, Senna conquistou a vitória. Equipes e pilotos foram então, para a última etapa da temporada, o GP da Austrália, no circuito de rua de Adelaide.

No treino classificatório, Senna fez jus à fama de piloto veloz em uma volta, que carregou durante toda a carreira, e conquistou a pole-position, com 1min13s371, 0s436 mais veloz do que Prost, o segundo colocado. A segunda fila foi formada por Hill e Michael Schumacher, então em seu segundo ano na categoria. Rubens Barrichello, estreante em 1993, partiu da 13ª posição com a Jordan.

A corrida só teve início na terceira tentativa de largada. Na primeira, Ukyo Katayama ficou com a Tyrrell parada no grid; na segunda, Eddie Irvine errou o lugar no qual deveria parar sua Jordan, além de também não conseguir mover o carro. O japonês e o irlandês foram movidos para as últimas posições e, então, a prova pôde ser iniciada.

Senna manteve a liderança e conseguiu abrir uma vantagem confortável sobre Prost, que era seguido de perto por Hill e Schumacher. O alemão superou o inglês e tentou se aproximar do francês, mas fez sua parada na 15ª volta, voltando em quarto. Cinco voltas depois, o motor Ford da Benetton do germânico quebrou e ele foi obrigado a abandonar.

O brasileiro fez seu primeiro pit-stop na 24ª volta. Prost assumiu a liderança, mas permaneceu na posição apenas até o momento de sua entrada nos boxes, cinco voltas depois. Quando Senna realizou a segunda troca de pneus, no 55º giro, tanto Prost quanto Hill já tinham feito o mesmo, permitindo ao piloto da McLaren voltar à pista ainda na primeira posição.

Nas 24 voltas seguintes, bastou para Senna administrar a vantagem e cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, conquistando a 41ª e última vitória da carreira. No pódio, o clima era de emoção. Senna fazia a sua participação final na McLaren – o brasileiro fora anunciado em outubro como piloto da Williams para a temporada seguinte –, enquanto Prost encerrava a carreira.

Os protagonistas de uma das maiores rivalidades da categoria, que não se falavam há anos – fruto das intensas disputas por títulos nos anos de 1988, 1989 e 1990 - subiam juntos a um pódio pela última vez. O brasileiro puxou o francês pelo braço e o colocou ao lado, no lugar destinado ao vencedor, em uma imagem marcante – para a história da categoria e para o início da reconciliação entre os dois, que voltariam a se falar.


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JorgeTeixeira
Membro desde: 01.11.2008
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Original de brunogalvao81
Há 20 anos, Ayrton Senna conquistava sua última vitória na F1

:sdrink :sdrink :sdrink

Bom post! :)


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