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(editado)
Relutei um bocado, esperei ser surpreendido positivamente, e por vezes até cheguei muito perto de concluir, com alívio que estava enganado, mas não: o alemão Sebastian Vettel tem sido o remake de um personagem do passado muito conhecido dos brasileiros – Nigel Mansell herói da Inglaterra na Fórmula 1 do passado.
O inglês, piloto nos anos 80 e 90 – que deixou da Fórmula 1 em 1992 como campeão, e depois voltou erraticamente para algumas aparições esporádicas em 1994, era muito veloz. Arrancava elogios reservados de Ayrton Senna e Nelson Piquet, rivais ferrenhos de sua época, segundo os quais tinha uma habilidade ímpar para controlar o carro em condições extremas, mas, e sempre tem um “mas”, tinha miolo mole.
Sob pressão, o “Leão”, como era conhecido, invariavelmente surtava, perdia o controle dele mesmo e do carro, e acabava metendo os pés pelas mãos.
Sebastian Vettel, que apareceu como estrela promissora, revelou-se um piloto realmente muito veloz e inteligente.
Atualmente na equipe prima rica – chama pela TV oficial de RBR – vem seguidas vezes mostrando-se um jovem talento desprovido de qualquer freio emocional ou algo do gênero que o permita manter a calma e o foco, algo fundamental numa corrida de automóveis.
A sucessão de erros bisonhos vem ganhando corpo. O episódio de ontem foi emblemático. Vendo a chance de marcar mais pontos que Webber que estava mais atrás Vettel não teve dúvidas, e nisso estava certo – foi pra cima de Button.
O problema é que Button não nasceu ontem, e as leis da física na Fórmula 1 punem cruelmente arroubos de inconseqüência. Parece-me que Vettel se perdeu na turbulência da McLaren do inglês e se esborrachou na lateral do adversário (semelhança histórica com o ocorrido com Mansell – ora vejam só – em 1991 na decisão do campeonato ao se perder na turbulência da McLaren de Senna).
O que se seguiu foi até bonito – jorrou água pela lateral do carro prateado, num claro sinal de que o nariz da Red Bull furou o radiador de água do carro de Button.
Em nota Chris Horner, um dos cabeças da equipe Red Bull defendeu Vettel. Bom, ele ainda é o queridinho do time, mas a pergunta é: até quando? Webber bem colocando Vettel no bolso, e este sentindo a água chegar ao pescoço está à beira de um ataque de nervos.
Seria cômico se não fosse trágico, mas Webber, eu garanto, está rindo.